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Vinte países pedem criação de órgão global para controle de IA

Grupo de nações defende que sistemas de inteligência artificial permaneçam sob supervisão humana e propõe padrões internacionais de segurança.

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22/09 às 13:40

Pontos principais

  • A declaração foi liderada pelo presidente da Finlândia, Alexander Stubb, e pelo primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre.
  • O documento defende que a IA deve ser desenvolvida em conformidade com o direito internacional e sob controle humano direto.
  • Estados Unidos e China, líderes globais no setor, não assinaram o compromisso até o momento.
  • A proposta sugere a criação de uma instituição internacional para definir padrões, verificar riscos e convocar estados em casos críticos.
  • O movimento ocorre após incidentes de segurança, como o ataque de agentes de IA à plataforma Hugging Face em julho.
  • Países signatários incluem Alemanha, Canadá, Austrália, África do Sul, Cingapura e membros da União Europeia.

Um grupo de 20 países, acompanhado pela União Europeia, formalizou nesta segunda-feira (22) um pedido por maior cooperação internacional para garantir que o desenvolvimento da inteligência artificial permaneça sob supervisão humana. A iniciativa, apresentada às margens da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, busca estabelecer padrões globais de segurança e transparência para mitigar riscos associados a modelos avançados de IA.

O documento propõe a criação de uma entidade internacional encarregada de auditar tecnologias e intervir quando limites de capacidade forem ultrapassados. Embora a proposta não exija uma pausa no desenvolvimento tecnológico, ela pressiona empresas a adotarem protocolos de testes obrigatórios antes da implementação de novas ferramentas, respondendo a preocupações crescentes sobre incidentes de cibersegurança envolvendo agentes autônomos.

As potências tecnológicas Estados Unidos e China, que atualmente lideram a corrida pelo domínio da IA, optaram por não aderir à declaração. Enquanto o setor privado, incluindo empresas como OpenAI, defende que os Estados Unidos assumam a liderança na definição de normas técnicas, o grupo liderado por Finlândia e Noruega mantém o documento aberto para novas adesões, buscando criar um consenso global sobre a governança da tecnologia.

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