Presidente do SBT defende união das emissoras por direitos esportivos
Daniela Beyruti propõe frente única entre emissoras para conter a alta nos custos de transmissão esportiva e competir com plataformas digitais.
Pontos principais
- Daniela Beyruti, presidente do SBT, defende maior união do setor de radiodifusão no Brasil.
- A executiva critica a divisão das emissoras entre as associações Abert e Abratel.
- O mercado global de direitos esportivos deve atingir US$ 67,34 bilhões em 2026.
- O setor enfrenta concorrência direta de plataformas de streaming e do YouTube pela audiência.
A presidente do SBT, Daniela Beyruti, defendeu a união das emissoras brasileiras como estratégia para enfrentar a escalada nos custos dos direitos de transmissão esportivos. Segundo a executiva, a atual fragmentação do setor, dividido entre as associações Abert e Abratel, enfraquece a capacidade de negociação das empresas diante de um mercado cada vez mais inflacionado. Dados da Global Media Properties indicam que os gastos globais com esses direitos devem saltar de US$ 48,6 bilhões em 2019 para US$ 67,34 bilhões em 2026.
Beyruti ressaltou que o desafio atual das emissoras de TV aberta vai além da disputa interna, envolvendo a concorrência direta com plataformas de streaming e o YouTube pela atenção do público. Para a presidente do SBT, a colaboração entre os veículos de comunicação é essencial para garantir a sustentabilidade do modelo de negócio frente às novas dinâmicas de consumo de mídia e à crescente pressão financeira imposta pelos detentores de direitos esportivos.
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