Moraes contesta legalidade de investigação sobre Banco Master no STF
O ministro Alexandre de Moraes apresentou defesa ao STF classificando como inconstitucional a investigação conduzida por André Mendonça sobre o caso.
Pontos principais
- Alexandre de Moraes protocolou manifestação de 44 páginas e 121 tópicos no STF em 15 de setembro de 2026.
- O documento contesta a condução da Petição 16.704/DF pelo ministro André Mendonça.
- Moraes alega que Mendonça determinou diligências sem requisição da Polícia Federal ou manifestação da PGR.
- A defesa afirma que não houve ato funcional de favorecimento ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
- O ministro sustenta que o material deveria ter sido remetido à Presidência da Corte, e não conduzido individualmente.
- A contestação ocorre em meio a uma crise institucional que levou ao cancelamento de sessões plenárias no STF.
- Moraes aponta falhas na cadeia de custódia das provas e questiona a integridade do material utilizado.
O ministro Alexandre de Moraes apresentou uma manifestação formal ao Supremo Tribunal Federal (STF) contestando a legalidade da investigação que apura seus contatos com o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. No documento de 44 páginas e 121 tópicos, assinado em 15 de setembro de 2026 e enviado ao presidente da Corte, Edson Fachin, Moraes classifica como inconstitucional e ilegal a condução do procedimento pelo ministro André Mendonça. Segundo o magistrado, as diligências foram determinadas sem a devida requisição da Polícia Federal, sem manifestação prévia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e sem a necessária autorização do plenário do tribunal.
A defesa de Moraes argumenta que, ao tratar de fatos envolvendo um integrante da Corte, o relator deveria ter remetido o material diretamente à Presidência do STF, em vez de prosseguir com a investigação de forma individual. O ministro nega categoricamente a prática de qualquer ato funcional de favorecimento ao Banco Master ou a Vorcaro, interpretando a movimentação processual como uma reação política. Além disso, o texto aponta falhas técnicas na cadeia de custódia das provas e questiona a integridade do material extraído do celular do ex-banqueiro, que serviu de base para as alegações de proximidade entre as partes.
Este embate jurídico ocorre em um momento de acentuada crise institucional no STF, marcada por atritos públicos entre ministros e o cancelamento de sessões plenárias. A disputa sobre a relatoria e a validade das provas do caso Banco Master tem gerado incertezas sobre o cronograma de julgamentos da Corte, com pedidos de vista que podem postergar decisões definitivas para 2027. A controvérsia central reside na interpretação das competências regimentais dos ministros ao lidar com investigações que tangenciam a conduta de seus pares, um tema que agora aguarda deliberação do colegiado para definir o rito processual adequado.
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