Daily Journal
Urgente
Daily Journal

AfD lidera intenções de voto para governo da Saxônia-Anhalt

Pesquisa do instituto INSA aponta o partido de extrema direita AfD com 43% das intenções de voto na Saxônia-Anhalt, consolidando favoritismo histórico.

Daily Journal
Foto: G1 Mundo
||
06/09 às 00:45, atualizado 12:32

Pontos principais

  • O partido Alternativa para a Alemanha (AfD) lidera com 43% das intenções de voto, segundo pesquisa do instituto INSA publicada em 2 de setembro.
  • A CDU aparece em segundo lugar com 22%, registrando uma diferença de 21 pontos percentuais em relação à legenda de extrema direita.
  • Ulrich Siegmund, candidato da AfD, detém 39% das preferências para o cargo de governador, superando os 28% de Sven Schulze, da CDU.
  • Cerca de 42% dos entrevistados acreditam que Siegmund será o próximo governador do estado, enquanto 25% apostam na vitória de Schulze.
  • O levantamento ouviu 1.000 pessoas entre 26 de agosto e 1 de setembro, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais.
  • A vitória da AfD na região marcaria a primeira vez que um partido de extrema direita assume um governo estadual na Alemanha desde 1949.
  • O braço da AfD na Saxônia-Anhalt é classificado pelo serviço de inteligência estadual como uma organização extremista de direita desde 2023.
  • O programa do partido inclui propostas como a deportação imediata de estrangeiros sem status legal e a criação de turmas escolares separadas para imigrantes.
  • Apesar do favoritismo nas urnas, a formação de um governo enfrenta obstáculos, visto que os demais partidos alemães descartam coalizões com a AfD.

O cenário político na Saxônia-Anhalt, estado do leste da Alemanha, aponta para uma possível mudança histórica. Segundo pesquisa do instituto INSA, encomendada pelo portal NIUS e publicada em 2 de setembro de 2026, o partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) lidera as intenções de voto com 43%. O levantamento, realizado com 1.000 eleitores entre 26 de agosto e 1 de setembro, coloca a legenda 21 pontos percentuais à frente da CDU, que aparece com 22%. A margem de erro da consulta é de 3,1 pontos percentuais. Caso a tendência se confirme nas urnas, o resultado representaria a primeira vez que um partido de extrema direita assume o poder em um estado alemão desde o pós-Segunda Guerra Mundial, em 1949.

A projeção de vitória também se reflete na disputa individual pelo cargo de governador. Ulrich Siegmund, principal nome da AfD na região, registra 39% das intenções de voto na pergunta sobre eleição direta, superando os 28% de Sven Schulze, da CDU. Além disso, 42% dos entrevistados acreditam que Siegmund será o próximo governante do estado. A trajetória de Siegmund, de 35 anos, tem sido marcada por uma forte presença em redes sociais com discursos focados no controle migratório, tema central do programa da legenda, que defende a deportação imediata de estrangeiros sem direito legal de permanência e a segregação de turmas escolares para imigrantes.

A ascensão da AfD na Saxônia-Anhalt ocorre sob forte vigilância das autoridades alemãs. Desde 2023, o braço estadual do partido é classificado pelo serviço de inteligência local como uma organização extremista de direita. A sigla também enfrenta críticas constantes por acusações de nepotismo e pela presença de ex-integrantes de grupos neonazistas proibidos em seus quadros parlamentares. Observadores da sociedade civil alertam que, caso a legenda chegue ao poder, a região poderia se tornar um laboratório para políticas de extrema direita no país.

Contudo, a conquista do governo estadual não é garantida apenas pela vitória nas urnas. O sistema parlamentar alemão exige a formação de coalizões para a eleição do chefe do Executivo. Até o momento, os demais partidos mantêm uma política de isolamento, descartando qualquer aliança com a AfD. Esse impasse cria um cenário de incerteza sobre a governabilidade, transformando o pleito em um teste crítico para a estabilidade política da região e para a estratégia do governo federal em conter o avanço da direita radical.

Fonte primária

Cobertura da mídia

Comentários