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Inundações na fronteira entre Nepal e Tibete deixam 626 mortos

O colapso de uma geleira causou inundações catastróficas na região, deixando 626 mortos e quase 3.000 desaparecidos enquanto equipes de resgate buscam sobreviventes.

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Foto: SCMP - China
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29/08 às 02:00, atualizado 10:31

Pontos principais

  • O desastre foi desencadeado pelo colapso de uma geleira na última quarta-feira, provocando inundações repentinas.
  • O número oficial de mortos atingiu 626, com cerca de 3.000 pessoas ainda consideradas desaparecidas.
  • Equipes de resgate chinesas conseguiram retirar dois sobreviventes dos escombros perto da passagem de Gyirong no sábado.
  • A infraestrutura local, incluindo estradas e pontes, foi severamente danificada, dificultando o acesso a áreas isoladas.
  • O posto de fronteira de Gyirong foi quase totalmente destruído por deslizamentos de terra e torrentes de detritos.
  • Autoridades chinesas indicaram que o risco de rompimento de um lago glacial formado após o evento diminuiu gradualmente.
  • O governo do Nepal solicitou assistência internacional para auxiliar na identificação de vítimas e operações de resgate complexas.

As operações de busca e resgate na região do Himalaia, na fronteira entre o Nepal e o Tibete, continuam intensas após inundações devastadoras causadas pelo colapso de uma geleira. O desastre, que teve início na última quarta-feira, resultou em 626 mortes confirmadas e deixou quase 3.000 pessoas desaparecidas. Embora a janela crítica de 72 horas para encontrar sobreviventes tenha se encerrado, equipes de resgate chinesas conseguiram localizar e retirar duas pessoas dos escombros próximos à passagem de fronteira de Gyirong durante a madrugada de sábado. O local, que foi atingido por torrentes de água e detritos, permanece em estado de destruição quase total, complicando os esforços de socorro.

A situação na região permanece delicada devido à destruição de estradas e pontes, que isolou diversas comunidades e impediu o acesso imediato das equipes de resgate até a última sexta-feira. O governo do Nepal tem buscado ativamente apoio internacional para lidar com a logística de identificação das vítimas e operações especializadas em túneis. Paralelamente, autoridades chinesas monitoram um lago formado pelo colapso da geleira; imagens de satélite sugerem que o volume de água está diminuindo, reduzindo o risco imediato de novos rompimentos catastróficos na área. A cooperação entre os dois países é fundamental para as operações em curso na região montanhosa.

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