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Grupo Gennius, dono do Habib’s, entra em recuperação judicial

Controlador das redes Habib’s, Ragazzo e Tendal Grill, o Grupo Gennius obteve autorização judicial para reestruturar dívidas de R$ 265,2 milhões.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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26/08 às 16:04, atualizado 27/08 às 00:31

Pontos principais

  • O pedido de recuperação judicial foi deferido pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.
  • A dívida total declarada pelo grupo soma R$ 265,2 milhões, sendo R$ 22,3 milhões em débitos trabalhistas.
  • O processo abrange 178 empresas vinculadas ao Grupo Gennius.
  • A KPMG Corporate Finance foi nomeada como administradora judicial do caso.
  • O grupo tem o prazo de 60 dias para apresentar um plano de recuperação aos credores.
  • A empresa atribui a crise aos efeitos da pandemia, mudanças no consumo e à alta da taxa Selic.
  • As operações das redes Habib’s, Ragazzo e Tendal Grill seguem funcionando normalmente.
  • Unidades franqueadas não fazem parte do processo de recuperação judicial.
  • A Justiça negou o pedido da empresa para manter sigilo integral do processo e para liberar recebíveis cedidos a bancos.

O Grupo Gennius, controlador das redes de fast-food Habib’s, Ragazzo e Tendal Grill, teve seu pedido de recuperação judicial aceito pela Justiça de São Paulo. A decisão, proferida pelo juiz Jomar Juarez Amorim, visa permitir a reestruturação financeira da companhia, que declarou um passivo de R$ 265,2 milhões. O processo, que envolve 178 pessoas jurídicas, busca garantir a sustentabilidade do negócio a longo prazo diante do atual cenário de endividamento.

Em sua justificativa, a empresa apontou que o desequilíbrio financeiro foi agravado por uma combinação de fatores, incluindo os impactos persistentes da pandemia, alterações nos hábitos de consumo dos clientes e a elevação da taxa básica de juros (Selic), que encareceu o crédito. Embora o valor declarado seja de R$ 265,2 milhões, o endividamento bancário total pode ser superior devido a travas bancárias. Durante o trâmite, a KPMG Corporate Finance atuará como administradora judicial, e o grupo terá 60 dias para apresentar um plano detalhado de pagamento aos credores.

Apesar da medida, o grupo assegurou que as operações de suas unidades continuam funcionando normalmente e que o atendimento ao público não será afetado. É importante ressaltar que as empresas franqueadas não integram o processo de recuperação judicial. A Justiça, contudo, indeferiu pedidos da companhia para manter o sigilo total do processo e para liberar recebíveis que já haviam sido cedidos fiduciariamente a instituições financeiras, mantendo a transparência necessária para o desenrolar da reestruturação.

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