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EUA apreendem domínios de rede de hackers ligada à China

Departamento de Justiça e FBI apreenderam, com autorização judicial, as plataformas QScan e QTRouter, usadas pelo grupo estatal chinês QTFY para invadir órgãos como NASA, Senado e Federal Reserve.

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Foto: G1 - Economia
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26/08 às 12:03, atualizado 20:05

Pontos principais

  • O governo dos EUA apreendeu, com autorização judicial, os domínios das plataformas de hacking QScan e QTRouter.
  • As ferramentas eram operadas pelo grupo QTFY, empregado pela empresa chinesa Nanjing Xinjiuwei Network Technology, que vende serviços de invasão ao Ministério de Segurança do Estado da China e ao Exército de Libertação Popular.
  • O QScan infecta dispositivos IoT no mundo todo, que alimentam a QTRouter, uma rede que oculta a origem chinesa dos ataques fazendo o tráfego parecer vir de fora da China.
  • A operação de espionagem visava órgãos como NASA, Senado e Federal Reserve.
  • Outros alvos foram o Departamento de Justiça, o de Energia, o de Saúde e Serviços Humanos e os Institutos Nacionais de Saúde.
  • Como os domínios estavam embutidos no malware, a apreensão tornou as duas plataformas inoperantes.
  • A ação integra uma sequência de operações dos EUA contra grupos chineses: Volt Typhoon (2023), Flax Typhoon (2024, uma botnet de centenas de milhares de dispositivos) e Mustang Panda (2025, malware PlugX removido de mais de 4 mil computadores dos EUA).
  • FBI e NSA publicaram no mesmo dia um alerta apontando atividade da QTFY desde pelo menos 2018.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos e o FBI anunciaram a apreensão, autorizada pela Justiça, de domínios usados por duas plataformas complementares de hackers patrocinados pelo Estado chinês, conhecidas como QScan e QTRouter. Segundo documentos judiciais do Distrito Sul da Califórnia, as ferramentas foram criadas e operadas pelo grupo QTFY, empregado pela empresa chinesa Nanjing Xinjiuwei Network Technology Company. Entre as vítimas das intrusões da QTFY estão a NASA, o Federal Reserve, o Departamento de Energia, o Departamento de Justiça, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos, os Institutos Nacionais de Saúde e o Senado dos EUA.

A QTFY vende serviços de invasão a clientes que incluem o Ministério de Segurança do Estado da China e o Exército de Libertação Popular, segundo os documentos. O QScan infecta automaticamente milhares de dispositivos de internet das coisas (IoT) no mundo, que alimentam a QTRouter, rede de ofuscação que também reúne servidores de proxy comercial e servidores virtuais alugados: ela esconde a origem chinesa dos ataques ao fazer o tráfego malicioso parecer vir de fora da China, às vezes até de dentro das redes atacadas. Como os domínios estavam embutidos no malware para comunicação e autenticação, a apreensão tornou as duas plataformas inoperantes.

Fonte primária

U.S. Department of Justice

Justice Department and FBI Seize Platforms Operated and Used by China State-Sponsored Hackers to Target U.S. Critical Infrastructure

O DOJ e o FBI anunciam a apreensão, autorizada judicialmente, de domínios usados pelo grupo estatal chinês "QTFY" — ligado à empresa Nanjing Xinjiuwei Network Technology Company — para operar as plataformas de hacking QScan e QTRouter. QScan varre e infecta automaticamente milhares de dispositivos IoT no mundo, que são agregados à QTRouter, uma "rede de ofuscação" que esconde a origem chinesa dos ataques ao fazer o tráfego parecer originado fora da China. Entre as vítimas das intrusões da QTFY estão NASA, Federal Reserve, Departamento de Energia, Departamento de Justiça, Departamento de Saúde e Serviços Humanos, os National Institutes of Health e o Senado dos EUA. Segundo documentos judiciais, a QTFY vende esses serviços de invasão a clientes como o Ministério de Segurança do Estado da China e o Exército de Libertação Popular. Como os domínios apreendidos estavam embutidos (hard-coded) no malware para comunicação e autenticação, a apreensão tornou QScan e QTRouter inoperantes. A ação foi conduzida pelo FBI San Diego, pela Divisão Cibernética do FBI e pela Procuradoria dos EUA para o Distrito Sul da Califórnia, e integra uma série de operações técnicas contra grupos chineses (Volt Typhoon em 2023, Flax Typhoon em 2024, Mustang Panda/PlugX em 2025). No mesmo dia, FBI e NSA publicaram um alerta de segurança com indicadores de comprometimento da QTFY, com atividade documentada desde pelo menos 2018.

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