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Governo investe R$ 2,5 bilhões em infraestrutura de inteligência artificial

O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial prevê a compra de supercomputadores e parcerias com empresas dos EUA e da China para soberania digital.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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20/08 às 18:32, atualizado 19/09 às 18:51

Pontos principais

  • O governo federal destinará R$ 2,5 bilhões para o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) até 2028.
  • Um supercomputador de 7.200 petaflops será instalado no Rio Grande do Norte com investimento de R$ 1 bilhão.
  • Parceria com as chinesas Huawei e iFlytek prevê supercomputador no Rio de Janeiro e modelos de linguagem em português.
  • O plano inclui a criação de uma nuvem nacional e o Centro Nacional de Transparência Algorítmica e IA Confiável.
  • O governo busca equilibrar relações diplomáticas ao dividir projetos entre empresas norte-americanas e chinesas.
  • Iniciativas de capacitação profissional incluem o desenvolvimento de chips com arquitetura RISC-V em cooperação com a Espanha.
  • Os recursos para o projeto são provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

O governo federal anunciou o lançamento do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), um pacote de investimentos de R$ 2,5 bilhões voltado ao fortalecimento da infraestrutura tecnológica do país. A estratégia central do plano é reduzir a dependência externa e promover a soberania digital por meio da instalação de dois supercomputadores de alta performance, distribuídos estrategicamente entre o Rio Grande do Norte e o Rio de Janeiro. A iniciativa, financiada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), visa consolidar o Brasil como um polo de desenvolvimento de modelos de linguagem treinados em português.

Para viabilizar a infraestrutura, o governo adotou uma estratégia de equilíbrio geopolítico, dividindo os contratos entre empresas dos Estados Unidos e da China. Enquanto o projeto no Rio Grande do Norte, orçado em R$ 1 bilhão, deve contar com tecnologia norte-americana, a parceria com as chinesas Huawei e iFlytek, que soma cerca de R$ 1,3 bilhão, focará na capacidade de processamento e na formação de 5 mil profissionais especializados. Além do hardware, o plano contempla a criação de uma nuvem nacional para armazenamento de dados e o desenvolvimento de chips baseados na arquitetura RISC-V, em colaboração com entidades espanholas.

Além dos investimentos em hardware, o PBIA prevê a criação do Centro Nacional de Transparência Algorítmica e IA Confiável, que será sediado na Universidade Federal de Minas Gerais. O objetivo é estabelecer diretrizes éticas e técnicas para o uso da tecnologia no país. Com a implementação dessas medidas, o governo busca não apenas modernizar a capacidade computacional nacional, mas também garantir que o desenvolvimento de inteligência artificial no Brasil ocorra sob padrões de segurança e soberania tecnológica, preparando o país para os desafios da economia digital global.

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