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Lucro do Alibaba cai 75% com investimentos pesados em inteligência artificial

Gigante chinesa registra receita de US$ 40 bilhões, mas vê lucro líquido despencar devido a gastos com infraestrutura de IA e desaceleração do varejo interno.

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Foto: WSJ Tech
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20/08 às 07:32 · atualizado 11:33

Pontos principais

  • A receita trimestral do Alibaba cresceu 9% em relação ao ano anterior, atingindo cerca de US$ 40 bilhões.
  • O lucro líquido da companhia sofreu uma queda de 75%, totalizando aproximadamente US$ 1,6 bilhão no período.
  • As despesas de capital saltaram 75%, impulsionadas por custos elevados com chips e capacidade de processamento para IA.
  • A divisão de nuvem da empresa apresentou um crescimento de 45% em sua receita externa.
  • O desempenho foi pressionado pela fraca demanda no varejo doméstico chinês e pela estratégia agressiva de expansão em modelos como o Qwen3.8-Max.
  • As ações do Alibaba negociadas nos Estados Unidos recuaram 3,1% após a divulgação dos resultados financeiros.

O Alibaba reportou um desempenho financeiro misto no trimestre, marcado por um crescimento sólido na receita, que subiu 9% para US$ 40 bilhões, contrastando com uma queda acentuada de 75% no lucro líquido, que recuou para US$ 1,6 bilhão. O resultado reflete o esforço da companhia em manter sua competitividade tecnológica em um cenário de mercado interno chinês desafiador, caracterizado pela desaceleração do consumo doméstico. A pressão sobre as margens de lucro é atribuída diretamente ao aumento expressivo das despesas de capital, que subiram 75% para 67,7 bilhões de yuans, direcionadas majoritariamente para a aquisição de chips e expansão da infraestrutura necessária para o desenvolvimento de inteligência artificial.

Apesar da queda no lucro, a empresa destacou avanços operacionais importantes, especialmente na divisão de nuvem, que registrou um crescimento de 45% na receita externa. O CEO Eddie Wu reforçou que a estratégia de longo prazo da companhia está centrada na comercialização de capacidades de IA, com o lançamento de modelos avançados como o Qwen3.8-Max. Esse movimento visa consolidar a liderança do Alibaba no setor, mesmo que isso implique em um impacto imediato nos resultados financeiros de curto prazo.

O mercado reagiu com cautela aos números apresentados, resultando em uma queda de 3,1% nas ações da empresa negociadas nos Estados Unidos. A trajetória do Alibaba ilustra o dilema enfrentado por grandes empresas de tecnologia, que precisam equilibrar a necessidade de investimentos massivos em infraestrutura de IA para não perderem relevância no mercado global com a pressão dos investidores por resultados financeiros mais estáveis em um ambiente macroeconômico de consumo retraído.

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