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OpenAI lança versão do ChatGPT voltada para adolescentes

A nova interface para usuários de 13 a 17 anos inclui ferramentas de auxílio escolar, controles parentais e salvaguardas contra conteúdos sensíveis para aumentar a segurança digital.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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18/08 às 08:05 · atualizado 14:45

Pontos principais

  • A versão é ativada automaticamente para usuários identificados na faixa etária de 13 a 17 anos.
  • O 'Modo Estudo' auxilia no aprendizado com perguntas passo a passo em vez de fornecer respostas prontas.
  • Salvaguardas automáticas restringem conversas sobre temas de alto risco, como automutilação, violência e transtornos alimentares.
  • Pais podem vincular contas para definir horários de uso e receber alertas sobre discussões de risco.
  • A OpenAI não garante acesso ao conteúdo das conversas dos jovens, mantendo a privacidade do usuário.
  • A previsão de idade é realizada pelo sistema com base nos padrões de consulta do usuário.
  • Recursos como lembretes de pausas foram integrados para evitar a dependência emocional e o uso excessivo.
  • A IA foi ajustada para evitar a antropomorfização, não simulando sentimentos ou consciência.
  • O serviço está disponível tanto para contas gratuitas quanto para assinantes.
  • A iniciativa busca responder a críticas e processos judiciais sobre os riscos da IA para menores.
  • Especialistas alertam para os perigos de confiar em chatbots para orientação de saúde mental.
  • A OpenAI estabeleceu uma parceria com a organização Code AI para promover a educação tecnológica.

A OpenAI anunciou oficialmente o lançamento de uma versão do ChatGPT especificamente desenhada para adolescentes entre 13 e 17 anos. A nova interface, que é aplicada automaticamente aos usuários dessa faixa etária, introduz uma série de proteções de segurança e ferramentas pedagógicas, marcando uma mudança na estratégia da empresa em relação ao acesso de menores de idade à sua tecnologia. O sistema utiliza uma previsão de idade baseada nos padrões de interação do usuário, permitindo que a experiência seja adaptada sem a necessidade de verificação de documentos em um primeiro momento. O serviço está disponível tanto para contas gratuitas quanto para assinantes.

Entre as principais funcionalidades, destaca-se o 'Modo Estudo', desenvolvido em parceria com especialistas para incentivar o pensamento crítico ao guiar o aluno na resolução de problemas, evitando a entrega de respostas prontas que poderiam facilitar o plágio. Além disso, a plataforma implementou salvaguardas rigorosas contra conteúdos considerados sensíveis ou perigosos, como discussões sobre automutilação, violência e transtornos alimentares. Para mitigar riscos de dependência emocional e uso excessivo, o sistema inclui lembretes de pausas e ferramentas de gerenciamento de tempo de tela. Adicionalmente, a IA foi ajustada para evitar a antropomorfização, garantindo que o modelo não simule sentimentos ou consciência durante as interações.

Os responsáveis ganham um papel ativo na supervisão, com a possibilidade de vincular suas contas à dos adolescentes. Esse controle parental permite definir 'horários de silêncio' e receber notificações automáticas caso o chatbot identifique interações de alto risco. A OpenAI reforçou, contudo, que os pais não terão acesso ao histórico completo das conversas, preservando a privacidade dos jovens dentro da plataforma. Caso um usuário adulto seja classificado incorretamente como menor, a empresa disponibilizou um fluxo de verificação via terceiros para restaurar o acesso à versão padrão.

Esta iniciativa surge como uma resposta direta a críticas e processos judiciais que questionam os riscos da inteligência artificial para crianças e adolescentes. Apesar das novas salvaguardas, especialistas em tecnologia e saúde mental alertam para os perigos de confiar excessivamente em chatbots para orientações de saúde, reforçando a necessidade de supervisão contínua. Como parte de seu compromisso educacional, a empresa também estabeleceu uma parceria com a organização Code AI para promover o letramento tecnológico entre os estudantes.

O lançamento ocorre em um momento de intenso escrutínio sobre a indústria de inteligência artificial, alinhando-se a um contexto global de maior rigor regulatório sobre o uso de plataformas digitais por menores. Com essa atualização, a OpenAI busca responder às demandas por segurança digital e responsabilidade no desenvolvimento de ferramentas voltadas ao público jovem, tentando equilibrar o potencial educacional da IA com a proteção necessária contra os riscos inerentes à tecnologia.

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