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Ataques cruzados entre Rússia e Ucrânia deixam mortos e danos

Bombardeio russo em Kharkiv mata dez pessoas, enquanto a Ucrânia responde com um ataque massivo de mais de 600 drones contra a região de Moscou.

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Foto: Aljazeera
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18/08 às 07:45 · atualizado 19/08 às 08:53

Pontos principais

  • Bombardeio russo atingiu a vila de Pechenihy, na região de Kharkiv, deixando ao menos dez mortos e 18 feridos.
  • A Ucrânia lançou 620 drones contra Moscou, em um dos maiores ataques aéreos registrados no conflito.
  • Defesas russas interceptaram 180 drones, mas destroços atingiram um depósito da Wildberries e deixaram três feridos.
  • Ataques ucranianos na Crimeia causaram falhas críticas no fornecimento de energia em diversos distritos do sul da península.
  • O presidente Volodymyr Zelensky condenou o ataque em Kharkiv e prometeu retaliação militar contra as forças russas.

Uma nova escalada de violência marcou o conflito entre Rússia e Ucrânia nas últimas horas, com ataques cruzados que resultaram em vítimas civis e danos a infraestruturas estratégicas. Em Pechenihy, na região de Kharkiv, um bombardeio russo atingiu um cruzamento movimentado, destruindo prédios residenciais e estabelecimentos comerciais. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou a ação como brutal e garantiu que haverá uma resposta militar, em um momento em que a Ucrânia enfrenta desafios crescentes devido à escassez de sistemas de defesa antiaérea. Simultaneamente, a Ucrânia executou uma ofensiva massiva utilizando 620 drones contra a região de Moscou e a Crimeia. Embora as forças russas tenham interceptado 180 dos dispositivos, a queda de destroços causou ferimentos em três pessoas, incluindo uma criança, e atingiu instalações comerciais. Na Crimeia, a infraestrutura energética foi severamente afetada, com a empresa Krymenergo confirmando falhas críticas de energia em diversos distritos do sul da península. Este episódio reflete o aumento do uso de drones para ataques em profundidade em ambos os territórios, intensificando a pressão sobre as populações civis. A ONU registrou um aumento de quase um terço nas vítimas civis durante o mês de julho, evidenciando a gravidade da situação à medida que a guerra entra em seu quinto ano.

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