Físico do Projeto Manhattan detalha bastidores da bomba de Nagasaki
Philip Morrison, cientista do Projeto Manhattan, revela dilemas morais e a pressão técnica na criação da bomba atômica utilizada em 1945.
Pontos principais
- Philip Morrison participou da montagem da bomba 'Fat Man' e do transporte do núcleo de plutônio para o Novo México.
- O físico revelou que cientistas chegaram a sugerir uma demonstração pública da arma para evitar o uso direto contra civis.
- Segundo o relato, a morte de Roosevelt foi um ponto de virada, pois o presidente teria autoridade para impedir o lançamento.
- Morrison afirmou que, apesar do peso moral, o impulso da guerra tornou o uso das bombas imparável na visão da equipe técnica.
O físico Philip Morrison, integrante do Projeto Manhattan, detalhou em relato histórico os bastidores da criação da bomba de plutônio lançada sobre Nagasaki. Morrison, que participou da montagem do artefato e do transporte do núcleo, descreveu o sentimento de 'fim do mundo' entre os pesquisadores de Los Alamos. O cientista revelou que houve discussões internas sobre a possibilidade de realizar uma demonstração pública da tecnologia para evitar o uso contra populações civis, mas a dinâmica do conflito tornou o lançamento inevitável. O depoimento aponta que a morte de Franklin D. Roosevelt foi um momento decisivo, dado que o presidente seria o único com autoridade política para interromper o uso das armas. Após o conflito, Morrison tornou-se um crítico da proliferação nuclear, refletindo sobre o impacto ético da tecnologia que encerrou a Segunda Guerra Mundial.
