Economia do Reino Unido cresce 0,4% no segundo trimestre de 2026
O PIB britânico superou expectativas no segundo trimestre, impulsionado pelo consumo durante a Copa do Mundo e clima favorável, apesar das tensões geopolíticas no Irã.
Pontos principais
- O Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido registrou alta de 0,4% no segundo trimestre de 2026.
- O desempenho superou as projeções iniciais de mercado, mesmo diante dos impactos da guerra no Irã.
- O setor de serviços foi o principal motor da expansão econômica no período.
- Fatores sazonais, como o clima quente e a realização da Copa do Mundo, estimularam o consumo das famílias.
- Em junho, a economia avançou 0,3%, superando a expectativa de estabilidade dos economistas.
- O Reino Unido caminha para o maior crescimento entre as economias do G7 no primeiro semestre de 2026.
- O Banco da Inglaterra projeta uma desaceleração da expansão para zero no terceiro trimestre.
- Analistas mantêm cautela sobre os efeitos prolongados do conflito na cadeia de suprimentos e nos custos de energia.
A economia do Reino Unido demonstrou resiliência no segundo trimestre de 2026, registrando um crescimento de 0,4%. O resultado superou as expectativas de analistas, que monitoravam de perto os impactos negativos do conflito no Irã sobre a cadeia de suprimentos global e os preços de energia. A expansão foi sustentada principalmente pelo setor de serviços, impulsionado por um aumento no consumo das famílias durante o verão, favorecido pelas condições climáticas e pelo entusiasmo em torno da Copa do Mundo.
Embora o dado de junho tenha mostrado um avanço de 0,3% acima do esperado, especialistas alertam que o cenário para o segundo semestre pode ser mais desafiador. O Banco da Inglaterra projeta que a expansão subjacente desacelere para zero entre julho e setembro, seguindo padrões históricos de sazonalidade. Apesar da trajetória positiva no primeiro semestre, que coloca o país como um dos destaques entre as nações do G7, a persistência das tensões geopolíticas e a pressão inflacionária nos custos de energia continuam sendo os principais riscos para a estabilidade econômica britânica nos próximos meses.
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