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Flock exigirá número de processo para consultas policiais de placas

Após denúncias de uso indevido, a Flock exigirá que policiais vinculem um número de caso criminal a cada busca em seu sistema para evitar o monitoramento de grupos vulneráveis.

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Foto: WSJ Tech
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13/08 às 10:31 · atualizado 17:45

Pontos principais

  • A Flock Safety implementará a exigência de um número de processo criminal para justificar consultas de placas por agências de segurança.
  • A medida responde a investigações que revelaram o uso não autorizado de tecnologias de vigilância por dezenas de policiais.
  • O CEO Garrett Langley reconheceu falhas no monitoramento e prometeu maior responsabilidade na prevenção de abusos.
  • Relatos apontaram que o sistema foi usado para monitorar imigrantes e pacientes em busca de aborto em outros estados.
  • A rede da empresa realiza cerca de 20 bilhões de leituras de placas por mês nos Estados Unidos.
  • Historicamente, a empresa delegava a ativação de salvaguardas de privacidade aos clientes, o que resultou em falhas de controle.
  • Novas salvaguardas em ferramentas de IA visam restringir o acesso a dados e mitigar riscos de privacidade sob pressão de grupos de direitos civis.

A Flock, empresa especializada em tecnologias de vigilância, anunciou novas medidas de controle após investigações revelarem que agentes policiais utilizavam seus sistemas para fins não autorizados. O CEO Garrett Langley reconheceu que a companhia falhou ao não garantir supervisão adequada sobre o uso de suas ferramentas, assumindo a responsabilidade de mitigar riscos de abusos. Como resposta direta, a empresa passará a exigir que as autoridades forneçam um número de caso criminal para cada consulta de placa realizada, reforçando a governança sobre os dados coletados. A rede da empresa, que processa cerca de 20 bilhões de leituras de placas mensalmente, estava sob escrutínio após relatos indicarem o monitoramento indevido de grupos vulneráveis, incluindo imigrantes e pacientes em busca de serviços de aborto em outros estados.

Historicamente, a Flock delegava a ativação de salvaguardas de privacidade aos seus clientes, uma prática que resultou em falhas sistêmicas de controle. Além da exigência documental, a empresa está implementando salvaguardas adicionais em suas ferramentas de inteligência artificial para restringir o acesso indevido e aumentar a transparência. A decisão ocorre em um momento de crescente pressão por parte de grupos de defesa de direitos civis, que questionam o impacto da vigilância automatizada na privacidade dos cidadãos. Com essas mudanças, a Flock busca conter o uso indiscriminado de seus sistemas por forças de segurança, garantindo que as medidas de segurança sejam efetivamente implementadas pelas agências contratantes.

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