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Empresas dos EUA recebem bilhões em reembolso de tarifas anuladas

Governo americano inicia devolução de US$ 9,6 bilhões a empresas após a Suprema Corte invalidar tarifas impostas sob a gestão Trump.

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Foto: G1 - Economia
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13/08 às 09:15 · atualizado 13:04

Pontos principais

  • Mais de 40 empresas do índice S&P 500 já reportaram o recebimento de US$ 9,6 bilhões em restituições.
  • A Suprema Corte invalidou as taxas por entender que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional não autorizava a medida.
  • A Apple lidera os reembolsos com US$ 2,2 bilhões, seguida pela Amazon com US$ 640 milhões.
  • O governo dos EUA processa atualmente mais de 252 mil solicitações, totalizando US$ 128 bilhões em pedidos de reembolso.
  • Companhias como FedEx e Amazon sinalizaram que pretendem repassar parte dos valores recuperados aos consumidores finais.

O governo dos Estados Unidos iniciou o processo de devolução de bilhões de dólares em tarifas alfandegárias após uma decisão da Suprema Corte considerar as taxas inconstitucionais. O tribunal entendeu que a administração do presidente Donald Trump excedeu sua autoridade ao utilizar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para implementar as cobranças. Até o momento, mais de 40 empresas listadas no índice S&P 500 já reportaram o recebimento de US$ 9,6 bilhões em restituições, um montante que tem impactado positivamente os lucros trimestrais dessas corporações.

Entre as maiores beneficiárias estão gigantes do setor de tecnologia e logística, com a Apple liderando a lista ao recuperar US$ 2,2 bilhões, enquanto a Amazon obteve US$ 640 milhões. O volume total de pedidos de reembolso sob análise da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA supera a marca de US$ 128 bilhões, abrangendo mais de 252 mil solicitações individuais. Embora o governo Trump mantenha outras tarifas de importação vigentes contra diversos países, a anulação dessas taxas específicas representa um alívio financeiro significativo para o setor privado. Algumas empresas, como a FedEx e a Amazon, já indicaram que planejam utilizar parte dos recursos recuperados para manter preços competitivos aos consumidores finais.

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