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Arábia Saudita alerta para ataques iminentes de milícias ligadas ao Irã

Autoridades sauditas detectaram movimentação de drones e mísseis no Iraque e Iêmen, indicando uma ofensiva coordenada contra infraestrutura do reino.

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Foto: Times Brasil
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07/08 às 08:32 · atualizado 20:31

Pontos principais

  • O governo saudita identificou preparativos para ataques coordenados por milícias apoiadas pelo Irã.
  • A ameaça envolve operações simultâneas a partir do Iraque e do Iêmen contra alvos civis e econômicos.
  • O alerta ocorre em um cenário de alta tensão regional, com ataques recentes dos houthis em Marib.
  • A inteligência saudita aponta supervisão direta da Guarda Revolucionária do Irã nas movimentações.
  • Em resposta à instabilidade, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão assinaram o Tratado de Defesa Comum de Meca.
  • O novo pacto estabelece que um ataque armado contra qualquer um dos três signatários será considerado uma agressão coletiva.
  • O Paquistão já mobilizou cerca de 8.000 soldados, incluindo suporte aéreo e sistemas de defesa, para o território saudita.
  • O governo iraniano criticou a aliança, classificando-a como uma interferência externa que prejudica a estabilidade regional.
  • A ONU alertou que o Iêmen enfrenta o maior risco de conflito amplo desde a trégua estabelecida em 2022.
  • O Comando Central dos EUA realizou operações conjuntas com a Arábia Saudita no Iraque recentemente para conter grupos pró-Irã.

Autoridades da Arábia Saudita emitiram um alerta oficial sobre a iminência de ataques coordenados contra o reino, orquestrados por milícias apoiadas pelo Irã a partir do Iraque e do Iêmen. Segundo o governo saudita, a detecção de movimentações atípicas de drones e mísseis sugere uma ofensiva planejada contra infraestruturas civis e econômicas estratégicas. A ameaça é vista como uma escalada direta da influência da Guarda Revolucionária iraniana na região, que busca ampliar a pressão sobre o território saudita em meio a conflitos persistentes no Oriente Médio.

Como resposta imediata à deterioração da segurança, a Arábia Saudita formalizou, em 7 de agosto de 2026, o Tratado de Defesa Comum de Meca, em parceria com a Turquia e o Paquistão. O acordo estabelece uma aliança de defesa coletiva nos moldes da OTAN, determinando que qualquer agressão armada contra um dos três países será tratada como um ataque a todos. O pacto inclui a integração de capacidades militares, compartilhamento de inteligência e transferência de tecnologia, reforçando a dissuasão contra possíveis incursões de grupos paramilitares.

A situação é agravada pela recente intensificação dos ataques dos houthis contra a região de Marib, no Iêmen, que resultaram em baixas militares e civis significativas. A Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou preocupação, alertando que o país está à beira de um conflito em larga escala. Enquanto Teerã critica a nova aliança de defesa, argumentando que a segurança do Golfo Pérsico deve ser responsabilidade exclusiva dos atores locais, a formalização do pacto marca uma mudança estratégica na postura de defesa saudita, que busca diversificar suas parcerias militares para conter a instabilidade regional.

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