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Abelardo de la Espriella toma posse como presidente da Colômbia

O advogado de direita assume o cargo em Cali com promessas de combate rígido ao crime, austeridade fiscal e alinhamento estratégico com os Estados Unidos.

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Foto: G1 Mundo
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07/08 às 18:15 · atualizado 08/08 às 01:31

Pontos principais

  • Abelardo de la Espriella, conhecido como 'El Tigre', foi empossado nesta sexta-feira em cerimônia realizada na cidade de Cali.
  • O novo governo anunciou o fim das negociações de paz com grupos armados e a adoção de uma política de 'mão firme' na segurança pública.
  • A administração Trump confirmou um pacote de US$ 1 bilhão em assistência de segurança para apoiar as novas diretrizes colombianas.
  • O plano de governo prevê a redução do tamanho do Estado em 40%, a construção de mega-presídios e a retomada da erradicação de coca.
  • De la Espriella sinalizou uma reversão na política energética, priorizando a exploração de petróleo e gás através da estatal Ecopetrol.
  • A Colômbia passará a integrar o programa 'Escudo das Américas', iniciativa de segurança liderada pelos Estados Unidos.
  • O presidente enfrentará um Congresso dividido, onde a esquerda detém a maioria das cadeiras, além de tensões diplomáticas com Cuba e Nicarágua.

O advogado e empresário Abelardo de la Espriella assumiu a presidência da Colômbia nesta sexta-feira em uma cerimônia histórica realizada em Cali, marcando uma guinada conservadora na política do país. Conhecido como 'El Tigre', o novo mandatário venceu as eleições de junho com 49,66% dos votos e chega ao poder com uma agenda antissistema, focada no endurecimento das políticas de segurança pública e na reestruturação da economia nacional. Em seu discurso de posse, De la Espriella ordenou às Forças Armadas um 'combate definitivo' contra grupos criminosos, prometendo garantias jurídicas aos militares durante as operações.

A transição de poder ocorre em um cenário de intensa polarização, com o novo governo sinalizando um alinhamento político estreito com a administração de Donald Trump. Como primeiro movimento de cooperação, os Estados Unidos anunciaram um pacote de US$ 1 bilhão em assistência de segurança para a Colômbia. O país também passará a integrar o programa 'Escudo das Américas', reforçando a estratégia de Washington para a região. Entre as medidas imediatas anunciadas pelo Executivo estão o fim das negociações de paz com grupos armados, a construção de grandes complexos prisionais na região amazônica e a retomada da erradicação de plantações de coca por meio de herbicidas aéreos.

No campo econômico, o governo de De la Espriella propõe um plano de austeridade que visa reduzir o tamanho do Estado em 40%. A estratégia inclui uma mudança drástica na política energética, com o abandono da transição focada em energias renováveis em favor da revitalização da exploração de petróleo e gás, tendo a estatal Ecopetrol como pilar central. O presidente, no entanto, terá o desafio de governar com um Legislativo fragmentado, onde a oposição de esquerda mantém força política significativa, o que deve testar a capacidade de articulação do novo governo para implementar suas reformas estruturais.

Fonte primária

Presidencia de la República de Colombia

Ceremonia de posesión presidencial 2026 - 2030

Na cerimônia de posse transmitida oficialmente pela Presidência da Colômbia, Abelardo de la Espriella jurou o cargo para o mandato 2026-2030 e discursou por mais de uma hora, prometendo encerrar o que chamou de 'longo capítulo de resignação nacional'. Em segurança, declarou encerrada a via do diálogo com grupos armados ('a opção do diálogo está completamente esgotada'), anunciou lista de organizações narcoterroristas para confronto direto, construção de megaprisões e erradicação de cultivos ilícitos com fumigação de 'última geração' — resumindo a postura na frase 'chegou o Tigre, e saberão o quanto ele morde defendendo o povo colombiano'. Em economia, anunciou congelamento do gasto público por decreto, reforma tributária, fim do imposto sobre grandes fortunas e combate à sonegação, buscando reposicionar o país como 'Estado sério e firme para investir'. Comprometeu-se a respeitar as regras democráticas e cumprir mandato de quatro anos sem reeleição ou reforma constitucional que o prorrogue. Em política externa, prometeu alianças estratégicas com países alinhados a seus valores e postura de condenação a totalitarismo, ditadura e perseguição política. Homenageou três figuras históricas colombianas — Joaquín de Cayzedo y Cuero (prócer da independência), Rafael Núñez (lema 'Regeneração ou catástrofe', usado para defender o fortalecimento das regiões) e Álvaro Gómez Hurtado (para rejeitar a violência política como instrumento de reivindicação ideológica).

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