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Banco Mundial vê IA como oportunidade de crescimento para países emergentes

Relatório aponta que adoção de IA pode acelerar o desenvolvimento de nações pobres, mas alerta para o risco de dependência tecnológica global.

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Foto: WSJ Tech
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04/08 às 11:45, atualizado 16:34

Pontos principais

  • Economias em desenvolvimento podem obter ganhos expressivos de produtividade com ferramentas simples de IA.
  • O Banco Mundial estima que a tecnologia pode acelerar o progresso dessas nações em até um século na próxima década.
  • A instituição alerta para o risco de dependência tecnológica em relação aos Estados Unidos e à China.
  • O sucesso da implementação depende de investimentos urgentes em infraestrutura digital, energia e qualificação profissional.
  • O uso de IA é visto como uma 'tábua de salvação' para evitar a estagnação econômica e melhorar a governança pública.

O Banco Mundial divulgou um novo relatório destacando que a inteligência artificial representa uma oportunidade estratégica para economias em desenvolvimento. Segundo a instituição, a adoção de ferramentas de IA, mesmo que simples, pode impulsionar significativamente a produtividade e a eficiência administrativa, funcionando como uma 'tábua de salvação' para o crescimento econômico. O economista-chefe do Banco, Indermit Gill, enfatizou que não é necessário que esses países possuam grandes data centers ou modelos complexos para colher benefícios práticos e acelerar o desenvolvimento social.

Apesar do otimismo, o documento apresenta ressalvas importantes sobre os desafios estruturais. O sucesso dessa transição digital está condicionado à resolução de lacunas críticas em infraestrutura, como o acesso à energia e a conectividade de rede, além da necessidade de programas robustos de capacitação profissional. Além disso, o Banco Mundial alerta para o risco de uma nova forma de exclusão econômica, onde nações emergentes poderiam se tornar excessivamente dependentes das potências tecnológicas dominantes, especificamente os Estados Unidos e a China. A recomendação central é que os governos priorizem a integração tecnológica para evitar que fiquem defasados no cenário global.

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