Os EUA iniciaram um bloqueio naval contra o Irã no Golfo, elevando tensões e preços do petróleo, e o Irã ameaça retaliar portos da região. Trump também ameaça a China com tarifas caso arme o Irã, comparando a ação a operações contra o tráfico no Caribe.
Os Estados Unidos, sob a administração do presidente Donald Trump, iniciaram um bloqueio naval no Golfo de Omã e no Mar Arábico, a sudeste do Estreito de Ormuz. Esta ação expande a pressão sobre o Irã, visando o tráfego marítimo que entra ou sai de portos iranianos, ou que tenha efetuado pagamentos ao país. O bloqueio, imposto após o fracasso das negociações de paz sobre o programa nuclear iraniano, será aplicado a todo o tráfego marítimo, com qualquer embarcação que tentar entrar ou sair da área sem autorização sujeita a interceptação e apreensão. O bloqueio se aplica a todas as embarcações que tentam entrar ou sair do Estreito de Ormuz, com ressalva para a liberdade de navegação de e para portos não iranianos.
O Comando Central dos EUA confirmou que o bloqueio será aplicado imparcialmente e visa interromper o fluxo restante de até 2 milhões de barris de petróleo ligado ao Irã pelo Estreito de Ormuz, uma rota crucial para 20% do petróleo e gás globais. Em um pronunciamento, o presidente Trump intensificou a retórica, afirmando que os EUA destruiriam qualquer navio iraniano que se aproximasse do bloqueio, comparando a ação às operações “rápidas e brutais” contra o tráfico de drogas no Caribe. Ele alegou que essa tática já interrompeu 98,2% do tráfico de drogas marítimo para os EUA. Trump também afirmou que os EUA já eliminaram 158 navios militares iranianos, deixando a Marinha do Irã “completamente destruída”, e declarou que navios iranianos que se aproximarem do bloqueio seriam "imediatamente eliminados". Trump criticou o Irã por se recusar a abandonar suas ambições nucleares e o acusou de "EXTORSÃO MUNDIAL". A agência marítima do Reino Unido (UKMTO) emitiu um alerta para navios sobre o início da interdição americana.
Em resposta, o Irã classificou o bloqueio como ilegal e uma forma de pirataria, ameaçando atacar todos os portos do Golfo Pérsico e Mar de Omã em retaliação se a segurança de seus próprios portos fosse comprometida. As Forças Armadas iranianas reafirmaram que o Estreito de Ormuz terá novas regras de passagem e que embarcações ligadas a inimigos não teriam direito de transitar, com a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica reforçando a vigilância. O próprio Irã mantém um bloqueio no Estreito de Ormuz há mais de um mês, adicionando complexidade à situação. A escalada das tensões teve um impacto imediato nos mercados globais, com os preços do petróleo Brent e WTI subindo mais de 7%, e o Brent atingindo US$ 102 o barril. O gás na Europa também registrou um salto de 18%.
Além do bloqueio, o presidente Trump elevou a pressão sobre a China, ameaçando impor tarifas de 50% sobre produtos chineses caso o país forneça armas ao Irã. Esta declaração ocorre em meio a relatos de que o Irã estaria buscando mísseis de cruzeiro supersônicos antinavio da China e recebendo equipamentos para fabricação de chips. Trump expressou dúvidas de que a China continuaria a armar o Irã, mas manteve a ameaça tarifária, embora enfrente obstáculos legais devido a uma decisão recente da Suprema Corte dos EUA. Como alternativa, o presidente ofereceu à China a compra de petróleo americano. A China, principal compradora de petróleo iraniano, expressou profunda preocupação com a situação e apelou por calma e responsabilidade de todas as partes envolvidas. No Brasil, o dólar abriu a semana em alta frente ao real e outras moedas emergentes, e a expectativa de inflação para 2026 subiu para 4,71%, refletindo a incerteza global gerada pela crise no Oriente Médio.
G1 Mundo • 13 abr, 12:41
Agência Brasil - EBC • 13 abr, 10:43
InfoMoney • 13 abr, 11:49
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