Historicamente, o mercado de petróleo tem sido sensível a tensões geopolíticas, especialmente no Oriente Médio, uma das principais regiões produtoras. A retórica e as ações de líderes globais, como o presidente dos Estados Unidos, podem influenciar diretamente a percepção de risco e, consequentemente, os preços do petróleo. A possibilidade de conflitos ou ataques em regiões produtoras tende a elevar os preços, enquanto a diminuição das tensões pode levar a uma queda. Recentemente, a preocupação de um possível ataque militar dos EUA contra o Irã tem sido um fator chave na elevação dos preços do petróleo. Além disso, eventos econômicos como a divulgação de balanços de bancos também podem gerar volatilidade no mercado de petróleo. A fraqueza do dólar no exterior geralmente oferece suporte à commodity, tornando-a mais barata para compradores que utilizam outras moedas. Negociações internacionais, como as que envolvem a Groenlândia, podem criar incerteza e impactar os preços. Fatores como condições climáticas extremas em grandes mercados consumidores, como os EUA, e a situação da produção em campos petrolíferos importantes, como no Casaquistão, também desempenham um papel crucial na determinação dos preços. A retomada de negociações de paz em conflitos internacionais, como entre Rússia e Ucrânia, também pode influenciar a percepção de risco e a oferta global. A Opep+ tem desempenhado um papel ativo na gestão da oferta, com decisões sobre cotas de produção que visam estabilizar o mercado, como o aumento das cotas de produção entre abril e dezembro de 2025 e o congelamento dos aumentos previstos para o início de 2026.
A exploração do petróleo na camada pré-sal no Brasil completa 20 anos em 2026. O governo federal tem buscado expandir a exploração e produção de petróleo no país. Em fevereiro de 2026, foi autorizado um leilão de 18 novos blocos de pré-sal, localizados nas bacias de Campos, Santos e Espírito Santo. Esta medida, que soma os novos blocos aos oito já previstos, totaliza 26 blocos e visa realizar a maior rodada do regime de partilha já organizada no Brasil. A expectativa é de arrecadar até R$ 3,2 bilhões em bônus de assinatura, R$ 1,6 trilhão em arrecadação governamental ao longo do ciclo dos contratos e cerca de R$ 1,4 trilhão em investimento. O Ministério de Minas e Energia destaca o impacto positivo na economia, com geração de receitas públicas, atração de investimentos de longo prazo e fortalecimento da cadeia produtiva de óleo e gás, com efeitos positivos sobre emprego, renda e desenvolvimento regional.