Os Estados Unidos divulgaram um vídeo que, segundo o governo, mostra uma missão para capturar um navio iraniano. Militares americanos embarcaram no navio cargueiro iraniano Touska, interceptado no Golfo de Omã. O presidente Donald Trump afirmou que os EUA interceptaram um navio de carga com bandeira iraniana no Golfo, após ele tentar furar um bloqueio naval e desobedecer a uma ordem de parada. A ação faz parte de um bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos na região, que também incluiu disparos contra navios comerciais. O navio interceptado, um porta-contêineres com bandeira iraniana, pertence a uma subsidiária de um grupo estatal iraniano sancionado e fazia parte de uma frota que frequentemente realizava viagens para a China. Este incidente, que ocorreu no Mar da Arábia, intensifica a pressão sobre o cessar-fogo entre os dois países.
O incidente ocorreu após o Irã atacar um petroleiro no Estreito de Ormuz com lanchas da Guarda Revolucionária. Em resposta à interceptação do navio iraniano, o Irã classificou a ação como violação do cessar-fogo e prometeu uma "resposta breve" e represálias contra os militares americanos, alegando que o navio saiu da China com destino a um porto iraniano. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores do Irã ainda não decidiu sobre a participação em uma nova rodada de negociações com os EUA, acusando Washington de não levar o diálogo a sério e de "pirataria armada". Uma nova rodada de negociações estava prevista para ocorrer no Paquistão, após o presidente Donald Trump anunciar a viagem de uma delegação americana para buscar a paz. O objetivo das negociações é estender o cessar-fogo por até 60 dias para discutir o programa nuclear e o controle de Ormuz, pontos de impasse da primeira rodada.
A interceptação e a divulgação do vídeo ocorrem em um contexto de tensões crescentes entre os EUA e o Irã, especialmente no Golfo, uma rota marítima crucial para o transporte de petróleo, e poucos dias antes do fim do prazo para o cessar-fogo entre os dois países. A escalada de tensão diminuiu o otimismo sobre um acordo entre os dois países, que o presidente Donald Trump havia sinalizado como "praticamente fechado". Trump ameaçou destruir usinas de energia e pontes no Irã caso as negociações fracassem. O Irã confirmou sua ausência na segunda rodada de negociações, citando "exigências excessivas de Washington" e o "bloqueio naval em andamento". Apesar da postura pública linha-dura, analistas indicam que o Irã mantém um canal privado de negociação, com a possibilidade de enviar uma delegação a Islamabade. Os EUA confirmaram a ida de sua delegação, liderada pelo vice-presidente JD Vance, para as negociações no Paquistão.
As tensões levaram a uma alta de mais de 6% nos preços do petróleo, com os futuros de Brent e WTI registrando forte avanço e o barril atingindo US$ 96, e à oscilação dos mercados de ações devido ao temor do colapso do cessar-fogo. Os mercados futuros dos EUA operam em baixa, e os mercados europeus também registram quedas, temendo o comprometimento do cessar-fogo. A guerra, em sua oitava semana, já causou o maior impacto no fornecimento global de energia da história e resultou em milhares de mortes.
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