Os preços do petróleo subiram acima de US$ 100 o barril e petroleiros alteraram rotas após o colapso das negociações de trégua entre EUA e Irã, intensificado por ameaças de Trump e previsão de alta da gasolina.
Os preços do petróleo registraram um aumento significativo, com o barril de Brent subindo 6,80% para US$ 101,93 e o WTI avançando 7,98% para US$ 104,27. A valorização é resultado direto do colapso das negociações de trégua entre os Estados Unidos e o Irã, que elevou as tensões geopolíticas na região do Oriente Médio. As negociações de paz, realizadas em Islamabad, Paquistão, terminaram sem acordo, e o vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que o Irã recusou os termos americanos para não desenvolver arma nuclear.
A situação foi agravada pelas declarações do presidente Donald Trump, que ameaçou bloquear completamente o Estreito de Hormuz, uma rota marítima vital para o transporte global de petróleo. A Marinha dos EUA planeja interceptar navios comerciais que pagarem taxas ao Irã para navegar na região, visando interromper o fluxo de petróleo iraniano. Em resposta ao fracasso das negociações e à crescente instabilidade, petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Hormuz fizeram retornos de última hora. O movimento de navios no Estreito de Hormuz permanece baixo devido ao controle iraniano e à cautela das empresas, evidenciando a fragilidade do cessar-fogo e a crescente instabilidade na região do Golfo Pérsico.
Trump também previu que os preços da gasolina nos EUA devem permanecer altos até as eleições de meio de mandato de novembro, um reconhecimento das consequências políticas de sua decisão. O preço médio da gasolina no país já ultrapassou US$ 4 por galão durante a maior parte de abril. Anteriormente, Trump havia sugerido que o aumento nos preços seria de curto prazo, apesar de seus assessores estarem cientes dos impactos econômicos da guerra.
InfoMoney • 12 abr, 21:48
G1 - Economia • 12 abr, 19:56
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