O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a Marinha do país iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz, visando navios comerciais que pagam taxas ao Irã. A decisão foi tomada após o fracasso das negociações diretas entre EUA e Irã em Islamabad, Paquistão, onde delegações não chegaram a um acordo após 21 horas de discussões. Segundo o vice-presidente JD Vance, o Irã recusou os termos americanos sobre seu programa nuclear, que o país defende para fins pacíficos, acusando os EUA de buscarem uma "mudança de regime" e se recusando a se comprometer a não buscar uma arma nuclear.
Em publicações na rede social Truth Social, Trump acusou o Irã de descumprir o compromisso de reabrir o Estreito de Ormuz, alegando que o país instalou minas navais na região e chamando a prática de "extorsão mundial". Ele emitiu uma ameaça direta ao Irã, declarando que qualquer um que atirar contra forças americanas ou embarcações pacíficas será "EXPLODIDO PARA O INFERNO!". O líder do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, expressou desconfiança nos EUA devido a agressões anteriores e classificou as exigências americanas como "não razoáveis", enquanto o Irã citou demandas "excessivas" dos EUA. O líder Supremo do Irã, Seyyed Mojtaba Khamenei, indicou que o Estreito de Ormuz terá novas regras de passagem.
O fracasso das negociações coloca em risco o cessar-fogo de duas semanas e levanta preocupações sobre a retomada da guerra de seis semanas, com o Estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano sendo os principais pontos de discórdia. Analistas preveem que a ausência de acordo impactará os mercados de petróleo e gás, com possível alta nos preços. Paquistão e autoridades israelenses expressaram esperança de futuras negociações para manter o diálogo e o cessar-fogo, enquanto a guerra no Oriente Médio já resultou em mais de 5.600 mortes.
10 abr, 08:02
9 abr, 11:56
7 abr, 11:05
5 abr, 14:02
4 abr, 12:01