O Irã voltou a fechar o estratégico Estreito de Ormuz, por onde transita 20% do petróleo mundial, e atirou em dois petroleiros indianos, intensificando as tensões na região. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou o fechamento a partir de 18 de abril, declarando que nenhuma embarcação deve se mover no Golfo Pérsico e no Mar de Omã, e que aproximar-se do Estreito será considerado cooperação com o "inimigo". Teerã desconsiderou as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a rota, afirmando que suas palavras "não têm valor".
O Irã atribui o fechamento do Estreito de Ormuz a um bloqueio imposto pelos EUA, alegando que tal medida viola o cessar-fogo previamente estabelecido entre os dois países. A IRGC afirma que as condições do cessar-fogo foram violadas, pois o "inimigo americano" não suspendeu o bloqueio naval a embarcações e portos iranianos. O Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que o bloqueio americano seja suspenso. Em resposta, os militares dos EUA preparam-se para abordar petroleiros iranianos para pressionar Teerã a reabrir a passagem marítima.
Esta ação ocorre dois dias após Trump anunciar um cessar-fogo de Israel no Líbano, um ponto crucial nas negociações de paz entre EUA, Irã e Israel. No entanto, Israel atacou alvos no Líbano, alegando atingir sabotadores e uma célula terrorista, resultando na morte de um soldado francês da ONU. Apesar do otimismo de Trump sobre um acordo com o Irã, ele também ameaçou retomar ataques se o cessar-fogo expirar. A crise em Ormuz e a escalada no Líbano minam a esperança de um acordo abrangente, com analistas da Bloomberg Economics alertando que qualquer acordo será limitado e frágil, especialmente após o Irã rejeitar a ideia de transferir seu urânio enriquecido.
InfoMoney • 18 abr, 18:16
G1 Mundo • 18 abr, 18:17
BBC World • 18 abr, 18:19
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