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Trump e Irã anunciam cessar-fogo de duas semanas; Irã reabrirá Ormuz

Donald Trump e o Irã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas, com o Irã classificando o acordo como vitória e prometendo reabrir o Estreito de Ormuz, aliviando tensões globais e preocupações com o preço do petróleo.

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Foto: BBC Brasil
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13/04 às 14:02 · atualizado há 2m

Pontos principais

  • Donald Trump ordenou o bloqueio naval total do Estreito de Ormuz, Golfo de Omã e Mar Arábico, a partir das 11h de segunda-feira (13).
  • O bloqueio visava impedir a exportação de petróleo iraniano e cortar a principal fonte de receita do Irã.
  • Um petroleiro chinês sancionado pelos EUA, o Rich Starry, atravessou o Estreito de Ormuz, desafiando o bloqueio americano.
  • O Comando Central dos EUA declarou que qualquer embarcação sem autorização na área bloqueada estaria sujeita a interceptação e captura.
  • O ministro interino da Defesa do Irã declarou que o país estava em 'alerta máximo de combate' e prometeu reagir ao bloqueio.
  • Trump afirmou que os EUA já eliminaram 158 navios militares iranianos, deixando a Marinha do Irã 'completamente destruída'.
  • Donald Trump anunciou um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, negociado na noite de 7 de abril de 2026.
  • Autoridades iranianas consideraram o cessar-fogo uma vitória e planejam reabrir o Estreito de Ormuz por duas semanas.
  • Os Estados Unidos reforçaram suas forças militares no Oriente Médio, enviando mais de 5.000 fuzileiros navais e paraquedistas.
  • O bloqueio do Estreito de Ormuz gerou preocupação com os preços do petróleo e combustíveis no Brasil, com projeções de alta para o Brent.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Irã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas, com o Irã classificando o acordo como uma vitória e prometendo reabrir o Estreito de Ormuz por duas semanas. A negociação ocorreu na noite de terça-feira, 7 de abril de 2026, e visa reduzir a tensão global após um período de escalada. Anteriormente, Trump havia ordenado o bloqueio naval total do Estreito de Ormuz, Golfo de Omã e Mar Arábico, a partir das 11h de segunda-feira (13), com a ameaça de destruir qualquer navio iraniano que tentasse furar o bloqueio. Essa medida foi tomada após o fracasso das negociações com o Irã no Paquistão e tinha como objetivo impedir a exportação de petróleo iraniano e cortar a principal fonte de receita do país. O bloqueio militar aos portos iranianos também interrompeu o tráfego de navios, e o tráfego no estreito, que já era mínimo, cessou completamente após a ordem.

Contrariando o bloqueio, dados de rastreamento marítimo mostraram que petroleiros sancionados pelos EUA, incluindo o chinês Rich Starry e o Murlikishan, atravessaram o Estreito de Ormuz. O Rich Starry, por exemplo, desafiou a ordem americana, enquanto o Murlikishan entrou no estreito para carregar óleo combustível no Iraque. O Comando Central dos EUA havia declarado que qualquer embarcação sem autorização na área bloqueada estaria sujeita a interceptação e captura, embora o trânsito neutro para países não iranianos não seria impedido. A nota militar dos EUA permitia remessas humanitárias, como alimentos e suprimentos médicos, sujeitas a inspeção. O secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, afirmou que o bloqueio intensificaria a interrupção do tráfego de navios no estreito.

A decisão de Trump de bloquear militarmente o Estreito de Ormuz e os portos iranianos representou uma guinada em sua política, já que anteriormente defendia a reabertura do estreito, que havia sido parcialmente fechado pelo Irã. Analistas sugeriram que a medida buscava forçar o Irã a aceitar um acordo de paz nos termos americanos, mas poderia gerar consequências como o aumento do preço do petróleo Brent. Em resposta, o ministro interino da Defesa do Irã afirmou que o país estava em 'alerta máximo de combate' e pronto para qualquer cenário, prometendo uma resposta dura a agressões. A Guarda Revolucionária do Irã considerou a ação dos EUA uma violação do cessar-fogo e um ato de pirataria, após ter bloqueado o trânsito no Estreito de Ormuz por mais de um mês.

Em meio a esses eventos, os Estados Unidos reforçaram sua presença militar no Oriente Médio, enviando mais de 5.000 fuzileiros navais, paraquedistas e membros das forças especiais à região. Essa movimentação ocorreu em meio a discursos ambíguos de Donald Trump sobre o fim da guerra contra o Irã, aumentando a possibilidade de uma invasão terrestre, anteriormente mencionada pelo presidente. O objetivo declarado era controlar o Estreito de Ormuz, uma área estratégica cercada por ilhas que fortalecem a posição do Irã. O bloqueio do Estreito de Ormuz e a tensão entre EUA e Irã geraram preocupação no mercado financeiro, com analistas prevendo pressão nos preços do petróleo e impactos nos combustíveis e na inflação no Brasil. O estreito é uma via crucial para o comércio global de petróleo, e sua interrupção pode limitar a oferta e elevar os preços. As projeções para o preço do barril de Brent foram revisadas para cima, de US$ 75-85 para US$ 85-95 em 2026, devido ao risco de interrupção. No Brasil, não há projeção de desabastecimento, mas o aumento do petróleo internacional já pressiona a inflação, especialmente nos combustíveis. A inflação de março no Brasil foi impactada pela alta dos combustíveis, e a persistência do conflito poderia intensificar esse efeito, com repasses inevitáveis no médio e longo prazo.

Durante o período de escalada, Trump afirmou que os EUA já eliminaram 158 navios militares iranianos, deixando a Marinha do Irã 'completamente destruída'. Ele também ameaçou que navios e aeronaves militares americanos permaneceriam próximos ao Irã e que os EUA voltariam a 'atirar' contra o país caso Teerã não cumprisse integralmente o acordo de cessar-fogo firmado entre as duas nações. Apesar da escalada, Trump também declarou que o Irã busca um acordo, mas ressaltou que não aceitaria um que permitisse ao país desenvolver armas nucleares, reiterando que o Irã não terá permissão para enriquecer urânio, um passo crucial para o desenvolvimento de armas nucleares. No entanto, o anúncio do cessar-fogo de duas semanas e a subsequente decisão iraniana de reabrir o Estreito de Ormuz indicam uma pausa nas hostilidades e uma tentativa de desescalada, com o Irã interpretando o acordo como uma vitória diplomática.

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