Donald Trump ordenou o bloqueio naval total do Estreito de Ormuz, uma mudança de postura para pressionar o Irã, que por sua vez, teria buscado um acordo com os EUA.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ter recebido um contato do Irã buscando um acordo, em um momento de escalada das tensões entre os dois países. A declaração ocorre enquanto os EUA implementam um bloqueio naval abrangente no Estreito de Ormuz, Golfo de Omã e Mar Arábico, com a ameaça de destruir qualquer navio iraniano que tente furar o bloqueio. Trump comparou a ação contra embarcações iranianas a um "sistema de eliminação" similar ao usado em operações antidrogas no Caribe.
A decisão de Trump de bloquear militarmente o Estreito de Ormuz representa uma guinada em sua política, já que anteriormente defendia a reabertura do estreito, que havia sido parcialmente fechado pelo Irã. O bloqueio visa cortar a principal fonte de receita do Irã, que cobrava "pedágios" de até US$ 2 milhões por navio para a passagem de petroleiros. Analistas sugerem que a medida busca forçar o Irã a aceitar um acordo de paz nos termos americanos, mas pode gerar consequências como o aumento do preço do petróleo Brent, que já subiu mais de 8% após o anúncio.
Em resposta, o ministro interino da Defesa do Irã afirmou que o país está em "alerta máximo de combate" e pronto para qualquer cenário, prometendo uma resposta dura a agressões. O regime iraniano classificou a ação dos EUA como "ilegal e um exemplo de pirataria", após ter bloqueado o trânsito no Estreito de Ormuz por mais de um mês. Trump afirmou ainda que os EUA já eliminaram 158 navios militares iranianos, deixando a Marinha do Irã "completamente destruída".
G1 Mundo • 13 abr, 15:30
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