Quanto o dólar surinamês se desvalorizou frente ao dólar a cada ano, pela cotação de referência do FMI — dezembro contra dezembro, desde 1995.
Quanto o dólar oficial subiu em dólares surinameses (SRD), de um dezembro ao dezembro seguinte — a desvalorização anual do SRD pela cotação de referência que o Banco Central do Suriname reporta ao FMI. Só entram anos fechados; o ano em curso aparece mês a mês na série do dólar oficial.
Por que 1995, e não 1994. A razão entre dois dezembros cancela a escala — ao contrário do nível, esta série não precisa esperar a cotação virar um número "legível" —, mas herda a mesma janela de dados que dolar-oficial. O ano de 1994 sozinho misturaria o fim do platô de 37 anos com o início da crise cambial numa única variação de quase +24.000%: tecnicamente correta, mas um outlier que não ajuda a ler o resto da série. 1995 é o primeiro ano fechado com os dois dezembros já dentro da década de instabilidade.
As rodadas de desvalorização. 1999–2000, ainda a crise dos anos 1990 (+145,9% e +120,6%); 2011 (+20,2%); 2015–2016, quando o banco central deixou de defender a taxa fixa (+21,2% e +84,6%); e a mais longa, de 2020 a 2023: +89,8% em 2020, +52,2% em 2021, +47,6% em 2022 e +17,6% em 2023. Entre elas, o câmbio ficou parado por anos seguidos — 2007 a 2010, 2012 a 2014, 2018 e 2019 —, sinal de uma taxa administrada, não flutuante. Os únicos anos em que o dólar caiu em SRD foram 1995, 1996 e 2024 (−5,7%), antes de voltar a subir 9,1% em 2025.
Não é a inflação. Esta série mede o preço do dólar em dólares surinameses, não o poder de compra do SRD em bens — os dois andam perto numa economia tão dolarizada quanto a surinamesa, mas não são a mesma conta.
| Período | Variação anual | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025 | 9,1% | +14,8 p.p. |
| 2024 | −5,7% | −23,3 p.p. |
| 2023 | 17,6% | −30,0 p.p. |
| 2022 | 47,6% | −4,6 p.p. |
| 2021 | 52,2% | −37,6 p.p. |
| 2020 | 89,8% | +89,8 p.p. |
| 2019 | 0,0% | 0,0 p.p. |
| 2018 | 0,0% | −0,9 p.p. |
| 2017 | 0,9% | −83,7 p.p. |
| 2016 | 84,6% | +63,4 p.p. |
| 2015 | 21,2% | +21,2 p.p. |
| 2014 | 0,0% | 0,0 p.p. |
| 2013 | 0,0% | 0,0 p.p. |
| 2012 | 0,0% | −20,2 p.p. |
| 2011 | 20,2% | +20,2 p.p. |
| 2010 | 0,0% | 0,0 p.p. |
| 2009 | 0,0% | 0,0 p.p. |
| 2008 | 0,0% | 0,0 p.p. |
| 2007 | 0,0% | −0,2 p.p. |
| 2006 | 0,2% | −0,6 p.p. |
| 2005 | 0,8% | −2,7 p.p. |
| 2004 | 3,5% | −0,9 p.p. |
| 2003 | 4,4% | −11,0 p.p. |
| 2002 | 15,4% | +15,4 p.p. |
| 2001 | 0,0% | −120,6 p.p. |
| 2000 | 120,6% | −25,3 p.p. |
| 1999 | 145,9% | +145,9 p.p. |
| 1998 | 0,0% | −0,4 p.p. |
| 1997 | 0,4% | +0,8 p.p. |
| 1996 | −0,4% | +6,2 p.p. |
| 1995 | −6,6% | — |