Fatia da população peruana cujo ingresso per capita não alcança o custo só da cesta de alimentos, pela ENAHO do INEI.
Mesma metodologia da pobreza por linha de renda, com uma linha mais baixa: aqui o ingresso per capita não alcança nem o custo só da cesta de alimentos, sem os demais serviços básicos. É sempre menor que a pobreza total — todo pobre extremo também é pobre.
Também saltou na pandemia. De 2,9% em 2019 para 5,1% em 2020, o mesmo choque que move a pobreza total — e o pico da série inteira é 2023, com 5,7%, um ano depois do pico da pobreza total.
De onde vem. O INEI mede a pobreza monetária pela Encuesta Nacional de Hogares (ENAHO), comparando o ingresso per capita do domicílio com o custo de uma cesta básica — quem fica abaixo é pobre. A unidade é pessoas, não domicílios: um domicílio grande e pobre pesa mais na taxa do que um pequeno.
Onde cada série começa. A série comparável da ENAHO começa em 2004: em 2011 o INEI revisou a metodologia e recalculou os anos desde 2004 com ela. As planilhas que o INEI publica hoje nas páginas de pobreza só voltam até 2015; os anos de 2004 a 2014 da pobreza total vêm da republicação do Banco Mundial (SI.POV.NAHC), que reproduz o INEI sem nenhuma diferença nos anos em que as duas fontes se sobrepõem. A pobreza extrema não tem essa republicação e começa em 2015.
| Período | Pobreza extrema | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025 | 4,7% | −0,8 p.p. |
| 2024 | 5,5% | −0,2 p.p. |
| 2023 | 5,7% | +0,7 p.p. |
| 2022 | 5,0% | +0,9 p.p. |
| 2021 | 4,1% | −1,0 p.p. |
| 2020 | 5,1% | +2,2 p.p. |
| 2019 | 2,9% | +0,1 p.p. |
| 2018 | 2,8% | −1,0 p.p. |
| 2017 | 3,8% | 0,0 p.p. |
| 2016 | 3,8% | −0,3 p.p. |
| 2015 | 4,1% | — |