A fatia da população de Montenegro em risco de pobreza OU privação material severa OU baixa intensidade de trabalho no domicílio — o indicador guarda-chuva que a União Europeia usa como meta social.
A fatia da população de Montenegro que cai em pelo menos uma de três condições: risco de pobreza (renda abaixo de 60% da mediana), privação material e social severa (não consegue pagar um conjunto de itens básicos, como aquecer a casa ou uma refeição com proteína a cada dois dias), ou baixa intensidade de trabalho no domicílio (os adultos em idade ativa trabalharam menos de 20% do seu potencial no ano). É o indicador AROPE (At Risk of Poverty or social Exclusion, definição de 2021) — a métrica-guarda-chuva que a União Europeia usa como meta da Estratégia Europa 2030 contra a pobreza.
Sempre maior ou igual ao risco de pobreza sozinho, porque o contém: quem está em risco de pobreza automaticamente conta aqui também, mais quem entra pelas outras duas portas. A diferença entre os dois números mostra quanta gente é pobre por privação ou falta de trabalho sem estar abaixo da linha de renda — em países mais pobres da amostra, essa diferença chega a passar de 30 pontos percentuais.
Isto não é a mesma régua da pobreza latino-americana do site. Nas páginas de países da América Latina, "pobreza" é uma linha absoluta — o custo de uma cesta de bens, em moeda local ou em dólares de paridade de poder de compra (PPC), a mesma em qualquer ano. Aqui a régua é RELATIVA: 60% da renda mediana de Montenegro no próprio ano. As duas medem pobreza de jeitos diferentes e não são comparáveis: um país pode ficar mais rico inteiro sem a taxa relativa se mexer (a mediana sobe junto), e um país muito pobre mas com renda distribuída de forma pareja pode ter taxa relativa baixa mesmo com padrão de vida baixo em termos absolutos.
O ano é o da pesquisa, não (necessariamente) o da renda. O EU-SILC (European Union Statistics on Income and Living Conditions) é aplicado todo ano; na maioria dos países, a pergunta de renda olha o ano anterior ao da entrevista — a pesquisa "de 2024" pergunta, na maior parte dos países, a renda de 2023. O ano aqui é o da pesquisa, como o Eurostat publica.
| Período | Risco de pobreza ou exclusão | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2024 | 29,1% | −1,9 p.p. |
| 2023 | 31,0% | −3,1 p.p. |
| 2022 | 34,1% | −4,8 p.p. |
| 2021 | 38,9% | +1,1 p.p. |
| 2020 | 37,8% | +1,3 p.p. |
| 2019 | 36,5% | −4,7 p.p. |
| 2018 | 41,2% | −1,0 p.p. |
| 2017 | 42,2% | −0,9 p.p. |
| 2016 | 43,1% | −0,7 p.p. |
| 2015 | 43,8% | — |