O resultado do governo central guianense antes dos juros da dívida — menos de meio ponto do PIB de distância do resultado financeiro, porque a conta de juros é pequena.
O dado mais recente é preliminar e ainda será revisado pela fonte.
Barras mais claras: dado preliminar, ainda sujeito a revisão da fonte.
O resultado do governo central da Guiana sem a despesa de juros: quanto a arrecadação cobre do gasto que o governo decide hoje, sem contar o serviço da dívida já contraída.
A distância para o financeiro é pequena e vem caindo. Os juros pagos pelo governo central ("Debt Charges" na Tabela 6.3) somaram entre 0,68 e 0,86 ponto do PIB de 2016 a 2020, e caíram para uma faixa de 0,29 a 0,47 ponto de 2021 a 2025 — não porque a Guiana pagou menos juros em valor absoluto (a conta de juros mais que triplicou, de G$6,7 bilhões em 2016 para G$23,4 bilhões em 2025), mas porque o PIB no denominador cresceu muito mais rápido com o petróleo. O primário segue a mesma trajetória do financeiro: de −2,7% do PIB em 2016 a −7,3% em 2020, entre −4,8% e −5,4% de 2021 a 2023, pior em 2024 (−7,0%) e recuo para −5,1% em 2025.
Financiado pelo fundo do petróleo, não por acidente. Desde 2022 o governo central saca do Natural Resource Fund (NRF) — o fundo soberano que retém a receita do petróleo do bloco Stabroek (produção iniciada em dezembro de 2019) — para cobrir parte do próprio orçamento: o saque cresceu de G$126,5 bilhões em 2022 para G$512,3 bilhões em 2025, segundo a Tabela 6.2 do mesmo boletim. É um mecanismo de política deliberada — poupar a renda do petróleo num fundo soberano e usar parte dela para gastar mais do que arrecada em impostos —, não um sinal isolado de descontrole fiscal.
O que entra na conta. O governo central da Guiana — a única série anual de execução fiscal que o Bank of Guyana publica (Tabela 6.1, "Central Government Finances"). Não inclui as empresas públicas, que o BoG reporta à parte (Tabela 6.4) nem tampouco estados ou municípios — a Guiana não tem esse nível de governo. É um perímetro mais estreito que o "governo geral" do FMI, o que explica uma diferença pequena e sem direção fixa contra o WEO (ver a descrição de cada indicador).
Como é calculado. O resultado global da Tabela 6.1 mais os juros pagos pelo governo central ("Debt Charges", a última coluna da Tabela 6.3, "Central Government: Current Expenditure" — a própria tabela já separa a despesa "sem juros" do total, e a diferença entre as duas é essa coluna). A ingestão confere essa identidade e que os juros, em proporção ao PIB, ficam numa faixa plausível (0 a 2 pontos) em todo ano; e que o primário bate com o "primary net lending/borrowing" do FMI (GGXONLB_NGDP) com folga de 0,2 ponto.
2025 é preliminar, pelo mesmo motivo do resultado financeiro.
| Período | Resultado primário | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025preliminar | −5,1% | +1,9 p.p. |
| 2024 | −7,0% | −1,6 p.p. |
| 2023 | −5,4% | −0,6 p.p. |
| 2022 | −4,8% | +1,6 p.p. |
| 2021 | −6,4% | +0,9 p.p. |
| 2020 | −7,3% | −5,3 p.p. |
| 2019 | −2,0% | −0,1 p.p. |
| 2018 | −1,8% | +0,7 p.p. |
| 2017 | −2,5% | +0,2 p.p. |
| 2016 | −2,7% | — |