A dívida pública total guianense caiu pela metade em proporção ao PIB desde 2016 — não porque o país pagou dívida, mas porque o PIB do petróleo cresceu muito mais rápido.
O dado mais recente é preliminar e ainda será revisado pela fonte.
Barras mais claras: dado preliminar, ainda sujeito a revisão da fonte.
A dívida pública total da Guiana em proporção ao PIB nominal, no fim de cada ano.
A dívida cresceu, a razão caiu — o denominador é que mudou de patamar. Em valor, a dívida mais que quintuplicou entre 2016 e 2025 (ver o indicador de valor); mesmo assim, a razão foi de 35,7% do PIB em 2016 para 28,6% em 2025, com um pico de 47,4% em 2020 (o ano da pandemia, antes do PIB do petróleo decolar) e um vale de 24,3% em 2024. A queda não é amortização de dívida: é o PIB nominal saltando de G$ 1,14 trilhão (2020) para G$ 5,65 trilhões (2025) — mais que quíntuplo em cinco anos —, puxado pela produção de petróleo do bloco Stabroek (ExxonMobil), iniciada em dezembro de 2019. A alta de 2025 sobre 2024 (24,3% → 28,6%) acompanha o salto do déficit fiscal daquele ano.
O que entra na conta. O total público e publicamente garantido do Bank of Guyana (BoG): dívida doméstica (Tesouro, debêntures, o empréstimo do CARICOM) mais dívida externa (bilateral, multilateral e o restante), incluindo o que o governo garante para outras entidades — não só a dívida em nome do Tesouro. A doméstica, publicada em dólares guianenses (G$), entra aqui convertida para US$ pela taxa oficial de fim de ano do próprio BoG (fixa em G$208,50 por US$ desde 2018, G$206,50 antes).
Como é calculado. A dívida pública total em G$ (doméstica mais a externa convertida pela taxa de câmbio) sobre o PIB nominal do Bureau of Statistics. A ingestão confere que essa razão reproduz a que o FMI publica para a Guiana (GGXWDG_NGDP) com folga de 0,2 ponto percentual em todo ano de 2016 a 2025 — o FMI usa, para a Guiana, essencialmente os mesmos números do BoG, então é uma segunda leitura da mesma fonte primária, não uma fonte independente.
2025 é preliminar, pelo mesmo motivo da dívida total.
| Período | Dívida bruta | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025preliminar | 28,6% | +4,3 p.p. |
| 2024 | 24,3% | −2,3 p.p. |
| 2023 | 26,7% | +1,8 p.p. |
| 2022 | 24,8% | −14,1 p.p. |
| 2021 | 38,9% | −8,5 p.p. |
| 2020 | 47,4% | +13,2 p.p. |
| 2019 | 34,2% | −3,4 p.p. |
| 2018 | 37,6% | +2,4 p.p. |
| 2017 | 35,2% | −0,5 p.p. |
| 2016 | 35,7% | — |