A fatia da população ativa francesa que está sem emprego e procurou trabalho nas últimas quatro semanas, por trimestre, no critério da OIT.
A taxa de desemprego oficial da França no critério do BIT (Bureau international du travail, a OIT): desempregados ÷ população ativa (ocupados mais desempregados). É o mesmo conceito da taxa de desocupação da PNAD Contínua brasileira e da U-3 americana, e os três números podem ser comparados diretamente.
8,3% no 2º trimestre de 2026. A taxa subiu 0,2 ponto no trimestre e 0,7 ponto no ano — o nível mais alto desde o 3º trimestre de 2020 (afetado pela pandemia) e, antes disso, desde o 3º trimestre de 2019. Ainda assim fica bem abaixo do pico da série, 10,5% em meados de 2015. Para efeito de comparação, a taxa de desocupação brasileira do trimestre móvel encerrado em abril de 2026 foi 5,4%.
A série começa em 2003. Antes disso, a Enquête Emploi era anual e cobria só a França metropolitana, sem ajuste sazonal; a partir de 2003 ela virou contínua e trimestral, o que permite a correção sazonal (X13-ARIMA/JDemetra+, recalculada uma vez por ano) e o recorte "França inteira" (metrópole, ultramar e, desde o 2º trimestre de 2026, Mayotte) que esta página usa. Uma reforma do questionário em 2021, para harmonizar com o resto da União Europeia, mudou o nível dos indicadores; o INSEE recalculou os trimestres anteriores para não deixar uma quebra na série.
BIT não é France Travail. Todo mês o noticiário francês repercute o número de inscritos na France Travail (a antiga Pôle emploi), a agência de emprego: no 2º trimestre de 2026 eram 3,11 milhões na categoria A (sem nenhuma atividade) e 5,52 milhões somando as categorias A, B e C (com alguma atividade no mês) — bem mais que os 2,68 milhões de desempregados no critério do BIT. A diferença é de desenho: a inscrição na France Travail é um cadastro administrativo, sem a exigência de busca ativa nas quatro semanas nem o corte de disponibilidade imediata do BIT, e as categorias B e C incluem gente que o BIT classificaria como ocupada. É a mesma distinção entre a taxa de desocupação da PNAD e os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados no Brasil: uma pesquisa por amostra contra um registro administrativo.
O que a taxa não vê. Quem desiste de procurar emprego sai da população ativa e some do numerador e do denominador. O INSEE chama esse grupo de "halo autour du chômage" (halo em torno do desemprego): 1,87 milhão de pessoas no 2º trimestre de 2026, gente que quer trabalhar mas não procurou nas quatro semanas ou não está disponível de imediato. Para a participação no mercado de trabalho, veja a taxa de participação; para a fatia ocupada, o nível de ocupação; para os mais jovens, a taxa entre os jovens.
De onde vem. A Enquête Emploi (pesquisa de emprego) é a pesquisa domiciliar trimestral do INSEE (Institut national de la statistique et des études économiques, o instituto de estatística francês), desenhada para seguir o padrão europeu de estatísticas do trabalho. Entrevista cerca de 90 mil pessoas por trimestre, com os domicílios interrogados seis trimestres seguidos (a primeira vez presencial, as seguintes por telefone ou internet) e a amostra renovada num sexto a cada trimestre — o mesmo desenho de painel rotativo da PNAD Contínua brasileira. A referência é uma semana do trimestre. Desempregado, no critério do Bureau International du Travail (BIT, a OIT em francês), é quem não trabalhou nenhuma hora na semana de referência, está disponível para trabalhar e procurou emprego nas quatro semanas anteriores — a mesma definição da taxa de desocupação da PNAD.
Trimestre civil, não trimestre móvel. Cada ponto aqui é um trimestre calendário (janeiro-março, abril-junho…), publicado uma vez, com ajuste sazonal. A PNAD Contínua do Brasil publica todo mês o trimestre móvel encerrado naquele mês; a série francesa atualiza quatro vezes por ano, não doze, e por isso está aqui como quarterly, não rolling_quarter.
Idade mínima: 15 anos. A Enquête Emploi cobre a população de 15 anos ou mais residente em domicílios (exclui quartéis, prisões, asilos). A PNAD Contínua usa 14 anos; a diferença pesa pouco, porque quase ninguém de 14 anos entra na força de trabalho.
| Período | Desemprego | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2º tri 2026 | 8,3% | +0,2 p.p. |
| 1º tri 2026 | 8,1% | +0,1 p.p. |
| 4º tri 2025 | 8,0% | +0,2 p.p. |
| 3º tri 2025 | 7,8% | +0,2 p.p. |
| 2º tri 2025 | 7,6% | +0,1 p.p. |
| 1º tri 2025 | 7,5% | +0,1 p.p. |
| 4º tri 2024 | 7,4% | 0,0 p.p. |
| 3º tri 2024 | 7,4% | 0,0 p.p. |
| 2º tri 2024 | 7,4% | −0,1 p.p. |
| 1º tri 2024 | 7,5% | −0,1 p.p. |
| 4º tri 2023 | 7,6% | +0,2 p.p. |
| 3º tri 2023 | 7,4% | +0,1 p.p. |
| 2º tri 2023 | 7,3% | +0,1 p.p. |
| 1º tri 2023 | 7,2% | 0,0 p.p. |
| 4º tri 2022 | 7,2% | 0,0 p.p. |
| 3º tri 2022 | 7,2% | −0,3 p.p. |
| 2º tri 2022 | 7,5% | +0,1 p.p. |
| 1º tri 2022 | 7,4% | −0,1 p.p. |
| 4º tri 2021 | 7,5% | −0,4 p.p. |
| 3º tri 2021 | 7,9% | −0,1 p.p. |
| 2º tri 2021 | 8,0% | −0,2 p.p. |
| 1º tri 2021 | 8,2% | +0,1 p.p. |
| 4º tri 2020 | 8,1% | −0,9 p.p. |
| 3º tri 2020 | 9,0% | +1,8 p.p. |
| 2º tri 2020 | 7,2% | −0,7 p.p. |
| 1º tri 2020 | 7,9% | −0,3 p.p. |
| 4º tri 2019 | 8,2% | −0,2 p.p. |
| 3º tri 2019 | 8,4% | −0,1 p.p. |
| 2º tri 2019 | 8,5% | −0,3 p.p. |
| 1º tri 2019 | 8,8% | 0,0 p.p. |
| 4º tri 2018 | 8,8% | −0,2 p.p. |
| 3º tri 2018 | 9,0% | −0,1 p.p. |
| 2º tri 2018 | 9,1% | −0,2 p.p. |
| 1º tri 2018 | 9,3% | +0,3 p.p. |
| 4º tri 2017 | 9,0% | −0,5 p.p. |
| 3º tri 2017 | 9,5% | −0,1 p.p. |
| 2º tri 2017 | 9,6% | −0,1 p.p. |
| 1º tri 2017 | 9,7% | −0,4 p.p. |
| 4º tri 2016 | 10,1% | +0,2 p.p. |
| 3º tri 2016 | 9,9% | −0,2 p.p. |
| 2º tri 2016 | 10,1% | −0,2 p.p. |
| 1º tri 2016 | 10,3% | 0,0 p.p. |
| 4º tri 2015 | 10,3% | −0,1 p.p. |
| 3º tri 2015 | 10,4% | −0,1 p.p. |
| 2º tri 2015 | 10,5% | +0,2 p.p. |
| 1º tri 2015 | 10,3% | −0,2 p.p. |
| 4º tri 2014 | 10,5% | +0,2 p.p. |
| 3º tri 2014 | 10,3% | +0,1 p.p. |
| 2º tri 2014 | 10,2% | 0,0 p.p. |
| 1º tri 2014 | 10,2% | 0,0 p.p. |
| 4º tri 2013 | 10,2% | −0,1 p.p. |
| 3º tri 2013 | 10,3% | −0,2 p.p. |
| 2º tri 2013 | 10,5% | +0,2 p.p. |
| 1º tri 2013 | 10,3% | +0,1 p.p. |
| 4º tri 2012 | 10,2% | +0,4 p.p. |
| 3º tri 2012 | 9,8% | +0,1 p.p. |
| 2º tri 2012 | 9,7% | +0,2 p.p. |
| 1º tri 2012 | 9,5% | +0,1 p.p. |
| 4º tri 2011 | 9,4% | +0,2 p.p. |
| 3º tri 2011 | 9,2% | +0,1 p.p. |
| 2º tri 2011 | 9,1% | 0,0 p.p. |
| 1º tri 2011 | 9,1% | −0,2 p.p. |
| 4º tri 2010 | 9,3% | +0,1 p.p. |
| 3º tri 2010 | 9,2% | −0,1 p.p. |
| 2º tri 2010 | 9,3% | −0,1 p.p. |
| 1º tri 2010 | 9,4% | −0,2 p.p. |
| 4º tri 2009 | 9,6% | +0,4 p.p. |
| 3º tri 2009 | 9,2% | 0,0 p.p. |
| 2º tri 2009 | 9,2% | +0,6 p.p. |
| 1º tri 2009 | 8,6% | +0,8 p.p. |
| 4º tri 2008 | 7,8% | +0,4 p.p. |
| 3º tri 2008 | 7,4% | +0,1 p.p. |
| 2º tri 2008 | 7,3% | +0,1 p.p. |
| 1º tri 2008 | 7,2% | −0,3 p.p. |
| 4º tri 2007 | 7,5% | −0,5 p.p. |
| 3º tri 2007 | 8,0% | −0,1 p.p. |
| 2º tri 2007 | 8,1% | −0,4 p.p. |
| 1º tri 2007 | 8,5% | +0,1 p.p. |
| 4º tri 2006 | 8,4% | −0,5 p.p. |
| 3º tri 2006 | 8,9% | −0,1 p.p. |
| 2º tri 2006 | 9,0% | −0,2 p.p. |
| 1º tri 2006 | 9,2% | +0,1 p.p. |
| 4º tri 2005 | 9,1% | +0,1 p.p. |
| 3º tri 2005 | 9,0% | +0,2 p.p. |
| 2º tri 2005 | 8,8% | +0,2 p.p. |
| 1º tri 2005 | 8,6% | −0,3 p.p. |
| 4º tri 2004 | 8,9% | +0,1 p.p. |
| 3º tri 2004 | 8,8% | 0,0 p.p. |
| 2º tri 2004 | 8,8% | −0,2 p.p. |
| 1º tri 2004 | 9,0% | +0,2 p.p. |
| 4º tri 2003 | 8,8% | +0,4 p.p. |
| 3º tri 2003 | 8,4% | −0,1 p.p. |
| 2º tri 2003 | 8,5% | +0,1 p.p. |
| 1º tri 2003 | 8,4% | — |