Tudo o que o governo geral equatoriano deve em proporção ao PIB — o "gross debt" do FMI, na trajetória pós-default de 2020.
Tudo o que o governo geral equatoriano deve no fim de cada ano, contra o PIB: o "gross debt" do FMI (GGXWDG_NGDP) para o Equador.
Da crise de 2000 ao piso de 2010. A série começa em 63,8% do PIB em 2001, o rescaldo da crise bancária e da dolarização de 2000. A razão caiu quase sem interrupção até um piso de 18,4% em 2010 — o efeito combinado do boom de preços do petróleo e do calote parcial de 2008/2009: o governo Correa declarou "ilegítima" parte da dívida externa (os bônus Global 2012 e 2030) e a recomprou no mercado secundário por cerca de 35 centavos por dólar em 2009, cortando o estoque de uma vez.
Subida com os empréstimos chineses, salto com o default de 2020. Da base de 2010, a razão voltou a subir com o endividamento da década de 2010 (boa parte em empréstimos da China garantidos por petróleo) até 52,1% em 2019. A crise de 2020 — queda do preço do petróleo e pandemia — levou o Equador a um segundo default em abril de 2020, e a razão saltou para 63,6% em 2020, empatando com o pico de 2001. A reestruturação de agosto de 2020 trocou dez séries de bônus antigos por três novos títulos (vencimento em 2030, 2035 e 2040), com o apoio de 98% dos detentores de US$ 17,4 bilhões em bônus, viabilizada por um empréstimo-ponte de US$ 6,5 bilhões do FMI.
Trajetória recente: descida devagar, sob o programa do FMI. Depois do pico de 2020, a razão vem recuando devagar — 61,8% em 2021, 57,2% em 2022, 54,5% em 2023, 54,1% em 2024 e 54,4% em 2025 —, um patamar bem acima do pré-pandemia. É o pano de fundo do Extended Fund Facility de 48 meses (~US$ 4 bilhões) que o FMI aprovou em maio de 2024, cujo objetivo declarado inclui "consolidar a sustentabilidade fiscal e da dívida" — o programa segue em revisão periódica (a mais recente concluída, a quarta, em dezembro de 2025).
Perímetro: governo geral, não SPNF. Esta série mede o governo geral — administração central e previdência —, o perímetro padrão do FMI. O Ministerio de Economía y Finanzas (MEF) publica um número diferente, o do Setor Público Não Financeiro (SPNF), que soma governos autônomos descentralizados (GADs) e empresas públicas; O Ministerio de Economía y Finanzas (MEF) publica a dívida do Setor Público Não Financeiro (SPNF), um perímetro mais largo que o governo geral usado aqui; o boletim do MEF está inacessível desta rede. Os dois números não são comparáveis diretamente.
Base oficial, não estimativa sem prestação de contas. O Equador tem um Extended Fund Facility (EFF) de 48 meses com o FMI, aprovado em maio de 2024, com revisões periódicas do Conselho — diferente da Venezuela (sem Artigo IV desde 2004) ou do Vietnã, cujas séries do WEO ficam preliminares por falta de dado oficial para conferir. Aqui só os anos que o próprio FMI ainda trata como projeção (depois do último ano real, ver "Como é calculado") entram como preliminares.
Como é calculado. O FMI divide o estoque de dívida (GGXWDG, em dólares — o Equador é dolarizado desde 2000, sem redenominação de moeda a costurar) pelo PIB nominal do próprio WEO; a ingestão refaz essa conta e confere que reproduz a razão publicada. O corte de preliminaridade vem do atributo LATEST_ACTUAL_ANNUAL_DATA da própria série do FMI — o ano em que o Fundo já trata o dado como execução, não projeção —, não de uma data fixa.
| Período | Dívida bruta | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025 | 54,4% | +0,3 p.p. |
| 2024 | 54,1% | −0,4 p.p. |
| 2023 | 54,5% | −2,7 p.p. |
| 2022 | 57,2% | −4,6 p.p. |
| 2021 | 61,8% | −1,8 p.p. |
| 2020 | 63,6% | +11,5 p.p. |
| 2019 | 52,1% | +2,6 p.p. |
| 2018 | 49,5% | +2,1 p.p. |
| 2017 | 47,4% | +1,3 p.p. |
| 2016 | 46,1% | +9,6 p.p. |
| 2015 | 36,4% | +8,3 p.p. |
| 2014 | 28,2% | +4,7 p.p. |
| 2013 | 23,4% | +4,1 p.p. |
| 2012 | 19,3% | +0,7 p.p. |
| 2011 | 18,6% | +0,2 p.p. |
| 2010 | 18,4% | −1,2 p.p. |
| 2009 | 19,7% | −5,2 p.p. |
| 2008 | 24,9% | −4,8 p.p. |
| 2007 | 29,6% | −3,4 p.p. |
| 2006 | 33,1% | −2,7 p.p. |
| 2005 | 35,8% | −4,4 p.p. |
| 2004 | 40,2% | −7,0 p.p. |
| 2003 | 47,2% | −7,8 p.p. |
| 2002 | 55,0% | −8,8 p.p. |
| 2001 | 63,8% | — |