Casos de tráfico de mulheres e crianças (拐卖妇女儿童) registrados pela polícia: 1.104 em 2024, 84% abaixo de 2016.
Casos de sequestro e venda de mulheres e crianças que a polícia chinesa registra — o crime por trás do caso que tomou as redes chinesas em fevereiro de 2022: um vídeo viral mostrou, no condado de Feng, em Jiangsu, uma mulher com oito filhos presa por uma corrente no pescoço num barracão, vítima de tráfico para casamento forçado. O governo local levou quatro comunicados — três deles enganosos — até admitir que era tráfico; seis pessoas foram condenadas a penas de 8 a 13 anos.
A série caiu 84% desde 2016, de 7,1 mil para 1,1 mil casos — mas a cobertura do caso de Feng descreveu tolerância oficial ao "casamento" de mulheres traficadas em áreas rurais pobres, o que torna difícil separar queda real de queda de registro.
Registro não é crime confirmado, e crime não registrado não aparece. A série mede o que a polícia chinesa registra e classifica; mudança de critério, campanha de repressão ou vigilância movem o número sem que a violência real tenha mudado na mesma proporção.
O número é registro policial do Bureau Nacional de Estatística (NBS), uma das dez categorias de caso criminal que o instituto soma no total anual, lida pelo espelho do DBnomics — o banco do NBS recusa consulta de fora da China.
| Período | Tráfico | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2024 | 1.104 | −35,2% |
| 2023 | 1.705 | −40,9% |
| 2022 | 2.887 | +0,9% |
| 2021 | 2.860 | −5,8% |
| 2020 | 3.035 | −33,6% |
| 2019 | 4.571 | −15,3% |
| 2018 | 5.397 | −19,1% |
| 2017 | 6.668 | −6,4% |
| 2016 | 7.121 | — |