Vítimas de homicídio doloso reportadas à ONU: 453 em 2024, o menor valor desde 2015.
O número é o homicídio doloso registrado que o Estado boliviano reportou à Organização das Nações Unidas, pelo questionário UN-CTS (UN Survey of Crime Trends and Operations of Criminal Justice Systems) ou por um levantamento equivalente nos anos em que o UN-CTS regular não rodou — não é a estimativa modelada da OMS, é o que a Bolívia declarou ter registrado.
Foram 543 vítimas em 2015, subiu até o pico da série (747) em 2017 e caiu quase todo ano depois, até 453 em 2024 — o menor valor da série contínua.
A série tem um buraco de seis anos. A UNODC não tem nenhuma linha boliviana entre 2009 e 2014. Depois de 2008 (um ano isolado, só com a quebra por sexo, sem total) a série volta em 2015 e segue contínua até 2024, o último ano reportado.
A OMS não serve para a Bolívia. A WHO Mortality Database (o mesmo arquivo bruto que abastece a seção de violência da Alemanha, da França e da Venezuela) só tem quatro anos do país, 2000 a 2003, com 11 a 17 óbitos por agressão registrados por ano — perto de nada, insuficiente para separar homicídio de jovens, arma de fogo ou suicídio. É por isso que estas três famílias, que existem para outros países desta seção, não existem para a Bolívia.
| Período | Homicídios | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2024 | 453 | −16,3% |
| 2023 | 541 | +11,5% |
| 2022 | 485 | +16,0% |
| 2021 | 418 | −2,3% |
| 2020 | 428 | −13,9% |
| 2019 | 497 | −13,4% |
| 2018 | 574 | −23,2% |
| 2017 | 747 | +16,4% |
| 2016 | 642 | +18,2% |
| 2015 | 543 | — |