Tudo o que o governo geral boliviano deve em proporção ao PIB — dobrou entre 2019 e 2020 e segue subindo desde então.
Tudo o que o governo geral boliviano (administração central, governos subnacionais e seguridade social) deve no fim de cada ano, contra o PIB nominal: o "gross debt" do FMI (GGXWDG_NGDP) para a Bolívia.
Salto em 2020, alta constante desde então. A razão foi de 34,3% em 2014 a 48,9% em 2019 — ainda um nível baixo para os padrões da região — e deu um salto para 67,5% em 2020, o ano da pandemia e da queda do PIB. Desde então não recuou: 68,7% em 2021, 69,2% em 2022, 78,3% em 2023, 83,2% em 2024 e 84,8% em 2025, o maior nível da série. É o retrato fiscal por trás da escassez de dólares que a Bolívia enfrenta desde 2023 (ver câmbio).
Dois perímetros diferentes. divida-bruta-pib é o governo geral (FMI WEO): administração central, governos subnacionais, seguridade social. divida-externa-valor e divida-interna-valor são só o TGN (Tesoro General de la Nación) — o governo central, sem os subnacionais nem as empresas públicas. São números que não se somam nem se cancelam entre si; cada um mede um recorte diferente da mesma dívida.
Por que a razão é do FMI. O Ministério da Economia publica o estoque da dívida do Tesouro, não a dívida do governo geral em proporção do PIB. A razão aqui é a do World Economic Outlook do FMI: o estoque do governo geral dividido pelo PIB nominal da base nova de 2017 do INE (ver PIB), que o FMI republica. A revisão do PIB de outubro de 2025 mudou o denominador e, com ele, toda a série — números de dívida/PIB de antes disso não batem com estes.
Como é calculado. O FMI divide o estoque de dívida do governo geral (GGXWDG) pelo PIB nominal do próprio WEO, os dois na mesma base de bolivianos correntes; a ingestão refaz essa conta desde 2000 e confere que reproduz a razão publicada com folga de 0,2 ponto percentual.
| Período | Dívida bruta | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025 | 84,8% | +1,6 p.p. |
| 2024 | 83,2% | +4,9 p.p. |
| 2023 | 78,3% | +9,1 p.p. |
| 2022 | 69,2% | +0,5 p.p. |
| 2021 | 68,7% | +1,2 p.p. |
| 2020 | 67,5% | +18,6 p.p. |
| 2019 | 48,9% | +4,7 p.p. |
| 2018 | 44,2% | +2,3 p.p. |
| 2017 | 41,9% | +3,7 p.p. |
| 2016 | 38,2% | +4,2 p.p. |
| 2015 | 34,0% | +2,2 p.p. |
| 2014 | 31,8% | +0,8 p.p. |
| 2013 | 31,0% | +0,3 p.p. |
| 2012 | 30,7% | +0,2 p.p. |
| 2011 | 30,5% | −2,3 p.p. |
| 2010 | 32,8% | −1,3 p.p. |
| 2009 | 34,1% | +1,7 p.p. |
| 2008 | 32,4% | −3,1 p.p. |
| 2007 | 35,5% | −13,1 p.p. |
| 2006 | 48,6% | −24,6 p.p. |
| 2005 | 73,2% | −7,4 p.p. |
| 2004 | 80,6% | −4,9 p.p. |
| 2003 | 85,5% | +8,3 p.p. |
| 2002 | 77,2% | +2,8 p.p. |
| 2001 | 74,4% | +7,9 p.p. |
| 2000 | 66,5% | — |