A Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) é a empresa estatal venezuelana de petróleo e gás, crucial para a economia do país, que possui uma das maiores reservas mundiais. Após a prisão de Nicolás Maduro e a intervenção dos EUA em 2026, a PDVSA passou a ter suas operações e receitas de venda de petróleo controladas por Washington, com o objetivo de reconstruir a infraestrutura energética e combater o narcoterrorismo. Multinacionais como BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell foram autorizadas a retomar operações, enquanto os EUA buscam estabilizar a região e garantir que as receitas do petróleo sejam usadas para a recuperação venezuelana, apesar das tensões internas e da cautela de investidores privados.
A Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) é a empresa estatal venezuelana responsável pela exploração, produção, refino e comercialização de petróleo e gás natural. A PDVSA é a principal empresa do setor petrolífero da Venezuela, país que possui uma uma das maiores reservas de petróleo do mundo. Recentemente, a empresa passou por uma mudança drástica em sua estrutura de comercialização e governança, com os Estados Unidos assumindo o controle direto sobre as negociações e as receitas das vendas de petróleo venezuelano, enquanto colaboram na reconstrução da infraestrutura energética do país. O Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, tornou-se o funcionário americano de mais alto escalão a visitar a Venezuela em mais de duas décadas, reforçando o compromisso dos EUA em transformar a relação com Caracas para "trazer comércio, paz, prosperidade, empregos e oportunidades ao povo da Venezuela em parceria com os Estados Unidos".
A PDVSA foi fundada em 1975, após a nacionalização da indústria petrolífera venezuelana. Ao longo das décadas, a empresa se tornou um pilar fundamental da economia venezuelana, financiando grande parte dos programas sociais e investimentos do governo. No entanto, a partir de meados dos anos 2010, a PDVSA enfrentou desafios significativos, incluindo a queda dos preços do petróleo, sanções internacionais e problemas de gestão. Em dezembro de 2025, sanções impostas pelos EUA resultaram em uma queda drástica nas exportações de petróleo da Venezuela, quase zerando os embarques. No entanto, em janeiro de 2026, o país iniciou um processo para reverter esses cortes na produção e aumentar suas exportações.
Em janeiro de 2026, após a prisão de Nicolás Maduro por forças americanas em território venezuelano, a dinâmica de controle da PDVSA mudou radicalmente. A operação militar dos EUA foi formalmente justificada, em parte, pelo combate ao narcoterrorismo e à influência de cartéis na região. O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, estabeleceu que qualquer empresa interessada no petróleo venezuelano deve negociar diretamente com Washington. Sob um novo acordo, os EUA anunciaram o refino e a venda de até 50 milhões de barris de petróleo bruto da Venezuela, com as receitas sendo depositadas em contas controladas pelos americanos para garantir a "integridade da distribuição". Parte desse acordo prevê que a Venezuela utilize esses recursos exclusivamente para a compra de produtos fabricados nos EUA, como itens agrícolas, medicamentos e equipamentos para a rede elétrica. Além disso, os dois países iniciaram uma cooperação técnica para a reconstrução moderna da infraestrutura de petróleo e gás da PDVSA. Em 13 de fevereiro de 2026, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA concedeu licenças gerais a cinco grandes empresas petrolíferas multinacionais – BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell – autorizando-as a retomar as operações na Venezuela sem sanções, sob determinadas condições. Esta decisão visa ampliar a produção de petróleo no país.
Após a remoção de Maduro, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela confirmou Delcy Rodríguez como presidente interina. Sob sua liderança, iniciou-se um processo de reaproximação diplomática com Washington. Em 9 de janeiro de 2026, ambos os governos anunciaram negociações para a reabertura de embaixadas em Caracas e Washington. Como gesto de boa vontade e "sinal de paz", o governo interino e lideranças do chavismo, representadas por Jorge Rodríguez, anunciaram a libertação de prisioneiros políticos, incluindo a ativista Rocío San Miguel e o ex-candidato presidencial Enrique Márquez.
Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, atribuiu os esforços de mediação a figuras internacionais como o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-premiê espanhol José Luis Rodríguez Zapatero e o governo do Qatar. Essa cooperação resultou no cancelamento de novas operações militares americanas e no foco conjunto na modernização do setor energético venezuelano.
Em 9 de janeiro de 2026, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva para impedir que tribunais ou credores confisquem receitas ligadas à venda de petróleo venezuelano mantidas em contas do Tesouro dos EUA. A medida, baseada na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977 e na Lei de Emergências Nacionais de 1976, visa garantir que esses fundos, considerados propriedade soberana da Venezuela, sejam usados para promover "paz, prosperidade e estabilidade" no país, e não estejam sujeitos a reivindicações privadas. A Casa Branca afirmou que esta ação impede a apreensão de receitas que poderiam minar os esforços dos EUA para garantir a estabilidade econômica e política na Venezuela. Em 10 de janeiro de 2026, a Venezuela anunciou o retorno de um navio petroleiro, em uma operação que envolveu a colaboração com os EUA. O presidente Donald Trump atribuiu o regresso do navio a um "grande acordo energético" entre os dois países, destacando os avanços na cooperação bilateral. No dia 11 de janeiro de 2026, o secretário do Tesouro dos EUA, Bessent, indicou que os EUA consideram suspender sanções adicionais contra a Venezuela na próxima semana e planeja reuniões com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial para discutir a retomada das relações econômicas com o país. Em 14 de fevereiro de 2026, o Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, visitou a Venezuela e se reuniu com Delcy Rodríguez, sendo a autoridade americana de mais alto escalão a visitar o país em mais de duas décadas. Durante o encontro, Wright reiterou o compromisso dos EUA em transformar a relação com Caracas para "trazer comércio, paz, prosperidade, empregos e oportunidades ao povo da Venezuela em parceria com os Estados Unidos".
Apesar dos gestos diplomáticos, a situação interna permanece tensa sob um decreto de estado de emergência. Em 9 de janeiro de 2026, o presidente Donald Trump intensificou a retórica militar ao afirmar que os Estados Unidos realizarão ataques terrestres contra cartéis na Venezuela. Esta declaração sinaliza uma nova fase de intervenção direta focada no combate ao narcoterrorismo, que os EUA utilizam como justificativa central para a presença militar no país e para a captura de antigos membros da cúpula do governo Maduro.
Relatos indicam um aumento da repressão estatal e perseguição a indivíduos acusados de apoiar a operação americana que capturou Maduro. Postos de controle foram estabelecidos em todo o país, com agentes de segurança e milícias conhecidas como "colectivos" realizando vistorias em veículos e dispositivos móveis. A eficácia das libertações de prisioneiros também é contestada pelo Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos da Venezuela (CLIPPVE), que afirma que menos de uma dezena de casos foram confirmados de um total de mais de 1.000 detidos.
A crise política na Venezuela e as mudanças na gestão da PDVSA tornaram-se fatores determinantes para a volatilidade dos preços internacionais do petróleo em 2026. A incerteza sobre a continuidade dos suprimentos globais e os riscos operacionais sob a nova supervisão americana têm impulsionado os benchmarks globais, como o WTI e o Brent. Investidores monitoram de perto a situação venezuelana, que, somada a outras tensões geopolíticas internacionais e à possibilidade de novos ataques terrestres contra cartéis, tem gerado preocupações sobre a oferta global de commodities.
Com a nova administração liderada pelos EUA, grandes petroleiras americanas começaram a reavaliar sua presença no mercado venezuelano. Enquanto a Chevron manteve operações contínuas no país, gigantes como ExxonMobil e ConocoPhillips, que deixaram a Venezuela há quase 20 anos após nacionalizações, pesam agora o retorno às reservas venezuelanas. No entanto, em um encontro na Casa Branca em 9 de janeiro de 2026, executivos de petroleiras expressaram cautela e resistência sobre um possível retorno, citando a instabilidade política e econômica do país como principais entraves e considerando o risco de investimento alto demais, apesar da pressão do governo americano. Este diálogo reflete as tensões entre as metas geopolíticas dos EUA e a viabilidade comercial das empresas. Apesar das oportunidades de exploração e dos planos de reconstrução da infraestrutura, investidores expressam preocupação com os riscos operacionais e a estabilidade política a longo prazo, equilibrando o potencial de lucro com a segurança jurídica sob o novo modelo de gestão. No mesmo dia, o presidente Trump se reuniu com executivos da Exxon, Conoco, Chevron e outras companhias de petróleo, como parte de uma iniciativa para incentivá-las a investir US$ 100 bilhões na indústria petrolífera da Venezuela. A autorização concedida em 13 de fevereiro de 2026 pelo OFAC para BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell retomarem operações sem sanções sinaliza um passo para a ampliação da produção e o envolvimento do setor privado internacional.
Historicamente, a Venezuela utilizou uma "frota fantasma" de navios para contornar sanções internacionais e exportar petróleo de forma clandestina, operando sem identificação. No último fim de semana de 11/01/2026, o superpetroleiro Marbella, que estava desaparecido há mais de um ano, ligou seu transponder e foi localizado na costa venezuelana. O reaparecimento do Marbella, após a destituição de Nicolás Maduro, sugere um possível ressurgimento ou reconfiguração dessas operações de exportação. As implicações dessa movimentação para o cenário político e econômico venezuelano ainda estão sendo avaliadas.
Após a prisão de Maduro, os EUA assumiram o controle da indústria petrolífera venezuelana. Em 6 de janeiro de 2026, Donald Trump anunciou que o governo de Delcy Rodríguez entregaria entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo aos EUA, que seriam vendidos a preços de mercado. No dia seguinte, 7 de janeiro de 2026, o Departamento de Energia dos EUA (DOE) confirmou o início da negociação do petróleo venezuelano, indicando que esse mecanismo seria aplicado indefinidamente. A PDVSA confirmou as negociações, comparando-as ao acordo existente com a Chevron. As empresas Vitol e Trafigura, duas das maiores comercializadoras de commodities do mundo, foram escolhidas para executar e fornecer apoio financeiro para essas vendas iniciais. Elas adquiriram o petróleo a um preço abaixo do Brent e o ofereceram a refinarias na Costa do Golfo dos EUA. Este mecanismo de curto prazo foi implementado para estabilizar o país, que estava com capacidade de armazenamento esgotada devido ao bloqueio marítimo imposto em dezembro de 2025, e para fornecer recursos ao governo interino. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que o petróleo está sendo vendido a preços de mercado, superiores aos que o país recebia anteriormente, quando a China o adquiria com grandes descontos. Ele também indicou que o mecanismo de curto prazo não será permanente e visa migrar para uma indústria petrolífera normal, livre de corrupção. Em 14 de janeiro de 2026, foi anunciada a primeira venda de petróleo bruto venezuelano, avaliada em US$ 500 milhões. Esse dinheiro é depositado em uma conta do Banco Central da Venezuela no banco americano JP Morgan e, em seguida, transferido para um fundo fiduciário no Catar, que funciona como um intermediário entre os EUA e o governo venezuelano. O uso desses fundos é bloqueado pelas sanções americanas e o envio para o Catar visa evitar que credores da dívida venezuelana tentem assumir o controle. Os fundos são alocados na economia venezuelana por meio de leilões realizados pelo Banco Central da Venezuela (BCV), com empresas e indivíduos acessando dólares através de bancos venezuelanos. Até 30 de janeiro de 2026, 80% dos fundos foram destinados a setores prioritários como alimentos e medicamentos, 15% a outros setores produtivos e 5% a pessoas físicas. O governo venezuelano deve apresentar um orçamento mensal para aprovação dos EUA, que também desenvolverão um mecanismo de auditoria posterior para verificar o gasto do dinheiro. A falta de transparência no processo é uma preocupação, mas especialistas como Asdrúbal Oliveros e David L. Goldwyn veem o mecanismo como um avanço em relação à situação anterior de sanções e corrupção, promovendo maior estabilidade cambial e redução da inflação. A expectativa é que entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3 bilhões sejam administrados por este mecanismo temporário.
14 de fev, 2026
9 de jan, 2026
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