STF caminha para julgamento conjunto de ações sobre bets e jogos de azar
Fachin sinalizou julgamento conjunto das ações sobre bets e jogos de azar no Brasil, sem data marcada, enquanto Fux pediu mais tempo para elaborar seu voto.
Pontos principais
- Fux conta oito ações sobre bets: quatro contra a lei que as autorizou e quatro contra a medida provisória que as proibiu.
- Dino pediu vista, em agosto, do caso sobre a lei de contravenções penais de 1941, que trata de jogos de azar, e diz estar pronto a devolvê-la.
- Fachin começou com julgamentos separados e passou a admitir uma única sessão para os julgamentos de bets e de jogos de azar, depois das sustentações e da audiência pública de 3 de novembro.
No plenário do STF, a corte máxima do Brasil, nesta quarta-feira (4), o ministro Flávio Dino perguntou ao presidente, Edson Fachin, se os temas seriam pautados juntos, por haver conexão entre eles. Fachin respondeu que a Corte marcha para um julgamento conjunto oportunamente, sem data marcada. Dino lembrou que pediu vista do caso dos jogos de azar em agosto para propiciar essa união, e disse estar pronto a devolvê-la, a critério de Fachin e do relator, Fux.
Fux, relator das ações sobre bets, achou interessante incluir, por semelhança, as questões periféricas, se Fachin assim entendesse, mas pediu tempo para elaborar o voto. Ele justificou o prazo pelo volume de argumentos e pelas intervenções de amici curiae. Na mesma sessão, a ADPF 1212, sobre loterias e apostas criadas por leis municipais, teve o julgamento suspenso após as sustentações orais. Em dezembro de 2025, o relator, Nunes Marques, já havia suspendido todos os atos municipais sobre exploração de loterias.
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