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STF julga constitucionalidade da proibição de jogos de azar no Brasil

Supremo analisa se a Lei das Contravenções Penais de 1941, que proíbe jogos como o bicho e caça-níqueis, foi recepcionada pela Constituição de 1988.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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05/08 às 18:03 · atualizado 06/08 às 00:31

Pontos principais

  • O julgamento discute a validade do artigo 50 da Lei das Contravenções Penais, que tipifica a exploração de jogos de azar como crime.
  • O relator, ministro Luiz Fux, manifestou-se favoravelmente à manutenção da proibição, citando vínculos com o crime organizado.
  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a punição para proteger a saúde pública e a economia.
  • A decisão terá repercussão geral e impactará cerca de 2,7 mil processos que aguardam definição em instâncias inferiores.
  • O tribunal deve analisar futuramente o impacto do entendimento sobre o mercado de apostas online, as chamadas bets.

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta semana o julgamento que definirá se a exploração de jogos de azar, como o jogo do bicho e caça-níqueis, deve continuar configurada como contravenção penal no Brasil. A Corte analisa a constitucionalidade do artigo 50 da Lei das Contravenções Penais de 1941, questionando se o dispositivo foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. O caso chegou ao tribunal por meio de um recurso do Ministério Público do Rio Grande do Sul.

Durante a sessão, o relator, ministro Luiz Fux, sinalizou apoio à manutenção da criminalização, argumentando que a prática está frequentemente associada a atividades de crime organizado. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reforçou a posição, sustentando que a proibição é necessária para mitigar riscos à saúde pública e à economia nacional. A decisão final terá repercussão geral, servindo como diretriz para aproximadamente 2,7 mil processos que tramitam em instâncias inferiores.

O julgamento é acompanhado com atenção pelo setor jurídico e político, sendo visto como um termômetro para a postura da Corte em relação ao mercado de apostas online. O ministro Luiz Fux indicou que o tribunal deverá enfrentar, em um momento futuro, a regulamentação das bets, classificando a atividade como deletéria. A conclusão do julgamento sobre a lei de 1941 está prevista para ocorrer nesta quinta-feira.

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