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Fux defende banimento das bets no STF durante audiência pública

O ministro Luiz Fux afirmou que a ludopatia é um problema de saúde pública e defendeu o banimento das apostas online durante audiência no Supremo Tribunal Federal.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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03/11 às 12:45, atualizado 15:32

Pontos principais

  • O ministro Luiz Fux, relator de ações sobre apostas no STF, defendeu o banimento das bets durante audiência pública.
  • Fux declarou estar convencido de que a ludopatia representa um grave problema de saúde pública e econômico.
  • A audiência discute os impactos da Medida Provisória 1.394/2026, que proíbe a exploração de apostas de quota fixa.
  • O advogado-geral da União, Jorge Messias, argumentou que o Estado deve rever políticas públicas cujos efeitos se tornaram socialmente gravosos.
  • Dados apresentados indicam que o custo social associado aos jogos no Brasil alcança R$ 38,8 bilhões anuais.
  • O julgamento sobre o tema no plenário do STF permanece suspenso desde agosto de 2026 devido a um pedido de vista do ministro Flávio Dino.

O ministro Luiz Fux, relator de ações no Supremo Tribunal Federal (STF) que questionam a proibição das apostas online, manifestou-se favoravelmente ao banimento das bets no Brasil. Durante a 52ª audiência pública realizada pela Corte, o magistrado afirmou ter se convencido de que a ludopatia constitui um problema de saúde pública e econômico, defendendo que a prática deveria ser excluída do cenário esportivo nacional. Fux rebateu críticas sobre a organização do evento, assegurando que a composição dos participantes incluiu diversos setores da sociedade civil, além de representantes do mercado.

Em sua participação, o advogado-geral da União, Jorge Messias, reforçou a posição do governo federal ao sustentar que a revisão de políticas públicas é uma responsabilidade estatal quando os resultados se revelam prejudiciais à dignidade e à segurança. A audiência analisa os impactos da Medida Provisória 1.394/2026, que proibiu a oferta e a publicidade de apostas de quota fixa. O debate ocorre em um momento em que o governo aponta um custo social de R$ 38,8 bilhões anuais relacionado ao setor, enquanto o julgamento definitivo no plenário do STF aguarda a devolução de um pedido de vista feito pelo ministro Flávio Dino.

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