Governo prepara envio de MP que define alíquotas do Imposto Seletivo
O Ministério da Fazenda deve submeter ao presidente Lula a medida provisória que regulamenta o Imposto Seletivo, visando o envio ao Congresso.
Pontos principais
- O ministro Dario Durigan confirmou a apresentação da MP ao presidente Lula para posterior envio ao Legislativo.
- A publicação do texto, originalmente prevista para esta terça-feira, foi adiada para quarta-feira.
- O Imposto Seletivo, conhecido como 'imposto do pecado', visa desestimular o consumo de produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente.
- A lista de itens tributados inclui bebidas alcoólicas, cigarros, veículos, bens minerais e apostas.
- O governo estima uma arrecadação de R$ 41,9 bilhões com o novo tributo para o ano de 2027.
- A estratégia prevê a manutenção da carga tributária atual do IPI durante o período de transição.
- O governo pretende enviar uma PEC para prorrogar a vigência do IPI até janeiro de 2027.
- A cobrança efetiva do Imposto Seletivo está planejada para iniciar em fevereiro de 2027.
- O adiamento da medida provisória visa evitar um hiato na arrecadação, estimado em R$ 3,82 bilhões.
O governo federal articula a implementação do Imposto Seletivo, tributo criado pela reforma tributária para desestimular o consumo de produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que a medida provisória contendo as alíquotas do novo imposto será submetida à análise do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Embora a expectativa inicial fosse de um envio imediato ao Congresso Nacional nesta terça-feira, a publicação da matéria foi postergada para a quarta-feira devido a ajustes na agenda entre o ministério e a Presidência.
Para garantir a continuidade da arrecadação, a equipe econômica planeja uma transição cuidadosa entre o atual Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o novo modelo. O governo estuda a apresentação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para manter a vigência do IPI até o final de janeiro de 2027, evitando assim um hiato fiscal que poderia resultar em perdas estimadas em R$ 3,82 bilhões. A cobrança do Imposto Seletivo, que incidirá sobre itens como bebidas, cigarros, veículos e apostas, está programada para começar efetivamente em fevereiro de 2027.
O desenho final das alíquotas foi objeto de negociações com os setores produtivos afetados, com o objetivo de manter a carga tributária inicial em patamares equivalentes aos atuais. A estimativa oficial para a arrecadação com o novo tributo em 2027 é de R$ 41,9 bilhões. Enquanto as regras permanentes para o Imposto Seletivo, válidas a partir de 2028, ainda serão debatidas pelo Congresso ao longo do próximo ano, o governo busca assegurar a previsibilidade orçamentária necessária para o início da transição tributária.
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