Gleisi Hoffmann critica mercado financeiro e aponta autoritarismo
A ex-presidente do PT afirmou que o mercado financeiro possui um "DNA do autoritarismo" e defendeu a postura econômica do governo Lula.
Pontos principais
- Gleisi Hoffmann acusou o mercado financeiro de ter apoiado Flávio Bolsonaro nas eleições.
- A dirigente petista rebateu críticas sobre um possível encontro entre Lula e o economista André Lara Resende.
- O Ministério da Fazenda negou a existência de agenda entre o presidente e Lara Resende.
- O governo descartou a adoção de propostas como o tabelamento de juros ou a queima de reservas cambiais.
A ex-presidente do PT, Gleisi Hoffmann, utilizou as redes sociais para criticar duramente o mercado financeiro, classificando o setor como detentor de um "DNA do autoritarismo". Segundo a dirigente, o segmento financeiro teria demonstrado apoio a Flávio Bolsonaro durante o processo eleitoral e estaria operando com motivações políticas contra a atual gestão. A declaração surgiu em meio a rumores sobre um possível encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o economista André Lara Resende, autor de propostas que sugerem a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional e a redução gradual da taxa Selic.
Em resposta à repercussão das falas de Gleisi e à especulação sobre a política econômica, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, negaram que o governo esteja avaliando medidas como o tabelamento de juros ou a queima de reservas cambiais. O Ministério da Fazenda também esclareceu que não há qualquer reunião agendada entre o presidente Lula e Lara Resende, reforçando que o governo não está preparando propostas baseadas nas sugestões do economista. O tema ganha relevância às vésperas da reunião do Copom, que definirá a trajetória da taxa básica de juros em um cenário de pressão por ajuste fiscal.
Fonte primária
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