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Gustavo Loyola projeta risco de recessão para 2027 e vê Alckmin com protagonismo

Ex-presidente do Banco Central alerta para baixo crescimento e defende ajustes fiscais profundos no governo reeleito de Lula.

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Foto: Pipeline Valor
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26/10 às 15:45, atualizado 17:32

Pontos principais

  • Gustavo Loyola prevê economia crescendo pouco em 2027, com risco iminente de recessão.
  • O economista aponta que a falta de sinalização de ajuste fiscal e a fragilidade no Congresso dificultam a governabilidade.
  • Loyola sugere que Geraldo Alckmin pode ganhar protagonismo na equipe econômica, embora enfrente desafios políticos como vice.
  • Medidas como o fim do reajuste real do salário mínimo e uma nova reforma da Previdência são apontadas como essenciais.
  • O Banco Central terá pouco espaço para reduzir juros devido à ausência de suporte da política fiscal na contenção da inflação.

O ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, traçou um cenário econômico desafiador para 2027, projetando um crescimento baixo e o risco de recessão para o país. Em análise sobre o próximo mandato do governo Lula, o economista destacou que a ausência de medidas concretas de ajuste fiscal, somada a um Congresso com maior oposição, limita as perspectivas de otimismo. Segundo Loyola, não existem mais soluções simples para equilibrar as contas públicas, sendo necessário adotar reformas estruturais profundas, como o fim do reajuste real do salário mínimo e uma nova reforma da Previdência.

Diante da necessidade de credibilidade, Loyola avalia que o vice-presidente Geraldo Alckmin deve assumir um papel de maior protagonismo na equipe econômica. Embora reconheça a densidade política de Alckmin, o economista pondera que o sucesso dessa atuação dependerá do apoio direto do presidente, sob o risco de o vice sofrer desgaste político caso não tenha autonomia real para implementar mudanças. Paralelamente, o mercado financeiro mantém cautela, com analistas da Polo Capital e da Austin Rating reforçando que a estabilidade dos ativos e a recuperação da Bolsa dependem da definição do novo ministro da Fazenda e de sinalizações fiscais claras para o futuro.

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