Alta do dólar pressiona Copom a frear cortes na taxa Selic
Desvalorização do real após reeleição de Lula eleva riscos inflacionários e pode levar o Banco Central a interromper a queda dos juros.
Pontos principais
- A alta do dólar gera pressão inflacionária e preocupa economistas.
- Analistas projetam manutenção da Selic em 13,75% ao ano.
- Decisão do Copom dependerá de sinais sobre o ajuste fiscal do governo.
- Reforma tributária e mudanças na escala 6x1 são riscos para a inflação de 2027.
A recente desvalorização do real frente ao dólar, observada após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem gerado preocupações no mercado financeiro quanto à trajetória da inflação. Economistas avaliam que a pressão cambial pode forçar o Comitê de Política Monetária (Copom) a adotar uma postura mais cautelosa, interrompendo o ciclo de cortes da taxa Selic e mantendo o patamar atual de 13,75% ao ano nas próximas reuniões.
A definição da política monetária dependerá diretamente dos sinais que o governo emitirá sobre o ajuste fiscal e o controle da dívida pública. Além do cenário macroeconômico imediato, especialistas apontam que a inflação de 2027 permanece sob risco devido aos possíveis impactos da reforma tributária e das discussões em torno da mudança na escala de trabalho 6x1, fatores que seguem no radar do Banco Central.
