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UBS GWM aponta risco de circuit breaker na B3 após reeleição de Lula

Segundo Solange Srour, do UBS GWM, a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil aumenta o risco de acionamento do circuit breaker na B3 nesta segunda-feira (26), por causa da reação negativa que ela prevê para a continuidade da política de gastos.

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Foto: Pipeline Valor
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26/10 às 01:15, atualizado 01:31

Pontos principais

  • Solange Srour, diretora de macroeconomia do UBS GWM para o Brasil, diz que a reeleição de Lula por mais de 4 milhões de votos aumenta o risco de acionamento do circuit breaker na B3 nesta segunda-feira (26/10).
  • A B3 suspende as negociações quando o Ibovespa cai mais de 10% no dia; o mecanismo foi acionado pela última vez em março de 2020, no início da pandemia.
  • Srour prevê reação negativa à continuidade da política de gastos e diz que o mercado já estava mais dividido sobre o resultado na sexta-feira do que após o primeiro turno.
  • Ela avalia que o governo pode antecipar medidas de contenção de gastos, mas não sabe se há um plano B para sinalizar ajuste fiscal.
  • Para Srour, a contestação do resultado anunciada por Flávio Bolsonaro “atrapalha a economia no médio e no longo prazo muito mais do que as pessoas percebem”, embora a reversão do resultado seja improvável.
  • Ela recomenda cautela ao Banco Central: o BC não deveria cortar mais de 50 pontos-base no total antes de conhecer as propostas econômicas e sua viabilidade política.

Srour liga a cautela com os juros à inflação: sem medidas de contenção de gastos, as expectativas de inflação voltarão a subir e dificilmente chegarão perto da meta. Como referência, ela cita o período de Ilan Goldfajn no comando do Banco Central, após o impeachment de Dilma Rousseff, quando a Selic começou a cair gradualmente e ganhou intensidade à medida que as expectativas melhoraram. Se as reformas avançarem, a redução pode ir longe; se não, o ciclo de cortes terá de ser interrompido e a Selic poderá não chegar a um dígito.

Ela também aponta a provável judicialização e uma possível pauta de reforma do Judiciário no STF como fatores que podem concorrer com a agenda econômica, já que algumas reformas acabarão passando pelo Supremo. Para a economista, acompanhar como o governo lidará com essa pauta será importante.

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