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Dino ordena investigação da PF sobre interferência estrangeira nas eleições

O ministro Flávio Dino, do STF, determinou a abertura de inquérito para apurar financiamento externo e manipulação algorítmica na campanha de Flávio Bolsonaro.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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27/10 às 10:32, atualizado 12:33

Pontos principais

  • O ministro Flávio Dino, do STF, ordenou à Polícia Federal a instauração de inquérito policial para investigar interferência estrangeira nas eleições de 2026.
  • A investigação apura tratativas entre a organização Rockbridge Network e os empresários Tallis Gomes e Pedro Sang.
  • O inquérito busca identificar a origem de recursos e serviços destinados à campanha de Flávio Bolsonaro.
  • A PF deve apurar a veiculação de anúncios eleitorais por perfis estrangeiros, incluindo conteúdos ligados à plataforma Polymarket.
  • A decisão investiga se houve oferta de exploração de terras raras e minerais críticos em troca de apoio político.
  • O ministro solicitou a colaboração de órgãos como Abin, Coaf, Banco Central, Receita Federal e Ministério de Minas e Energia.
  • O STF rejeitou o pedido do PT para atuar como amicus curiae no processo.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito policial para investigar suspeitas de interferência estrangeira nas eleições presidenciais de 2026. A decisão, proferida no âmbito da ADPF 1.178, estabelece que a Polícia Federal deve apurar possíveis irregularidades que teriam beneficiado a campanha do candidato derrotado Flávio Bolsonaro, incluindo financiamento oculto e o uso indevido de plataformas digitais.

O foco da investigação recai sobre as tratativas entre representantes da organização americana Rockbridge Network e os empresários brasileiros Tallis Gomes e Pedro Sang. O ministro busca esclarecer se houve um vínculo direto entre o aporte de recursos, serviços ou vantagens econômicas e a estratégia eleitoral do candidato do PL. Além disso, a PF deverá identificar a origem financeira de anúncios eleitorais veiculados por perfis estrangeiros, com menção específica a conteúdos associados à plataforma de apostas Polymarket.

Outro ponto central do inquérito é a possível negociação de interesses estratégicos do Estado brasileiro em troca de apoio político internacional. A decisão determina a apuração de elementos que liguem o financiamento de campanha a promessas de exploração de terras raras e minerais críticos no Brasil. Para subsidiar as investigações, Dino requisitou informações e colaboração de diversos órgãos, incluindo a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o Banco Central, a Receita Federal e o Ministério de Minas e Energia.

O magistrado também determinou que a Polícia Federal investigue a manipulação deliberada de algoritmos em redes sociais para favorecer ou prejudicar candidatos, avaliando possíveis falhas na integridade eleitoral de empresas de tecnologia. O STF, contudo, negou o pedido do Partido dos Trabalhadores (PT) para ingressar no processo como amicus curiae. A investigação segue sob supervisão da Suprema Corte, visando garantir a lisura do processo eleitoral e a soberania nacional frente a influências externas.

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