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STF investiga Flávio Bolsonaro por financiamento de filme e elo com Banco Master

O STF autorizou inquérito para apurar suspeitas de crimes financeiros e tráfico de influência do senador Flávio Bolsonaro no financiamento do filme 'Dark Horse' em parceria com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

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Foto: G1 Política
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11/09 às 09:15, atualizado 18:15

Pontos principais

  • O inquérito apura possíveis crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.
  • A investigação foca na captação de recursos junto a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
  • O ministro André Mendonça autorizou a abertura do procedimento a pedido da Polícia Federal.
  • A Procuradoria-Geral da República manifestou-se favoravelmente à instauração do inquérito.
  • Documentos apontam que Flávio Bolsonaro teria negociado repasses de cerca de R$ 61 milhões.
  • Eduardo Bolsonaro é citado como gestor da remessa de recursos para o exterior.
  • O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior firmou delação premiada homologada pelo STF.
  • Um segundo inquérito, sob relatoria de Flávio Dino, apura o uso de emendas parlamentares na obra.
  • A PGR solicitou apuração sobre possível atuação de Flávio Bolsonaro no Senado para beneficiar Vorcaro.
  • Investigadores apontam que o senador realizava cobranças de pagamentos e acompanhava gravações.
  • Flávio Bolsonaro nega irregularidades e afirma que o financiamento foi privado.
  • O senador solicitou a retirada do sigilo dos documentos da investigação.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para investigar o senador Flávio Bolsonaro por suspeitas de crimes financeiros relacionados à produção do filme 'Dark Horse'. A obra, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, está sob escrutínio da Polícia Federal devido à origem dos recursos utilizados para o seu financiamento. A investigação, vinculada ao INQ 5026, apura indícios de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção ativa e passiva.

Segundo os documentos tornados públicos, a apuração concentra-se na relação entre o parlamentar e o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A Polícia Federal aponta que Flávio Bolsonaro teria atuado como interlocutor direto na negociação de investimentos que somariam mais de R$ 61 milhões. Além disso, elementos colhidos pelos investigadores sugerem que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro teria orientado a gestão e a remessa de parte desses valores para o exterior, levantando questionamentos sobre a legalidade das transações financeiras transnacionais.

Novos desdobramentos indicam que a Procuradoria-Geral da República solicitou a investigação de uma possível atuação direta do senador no Senado para beneficiar os interesses de Vorcaro. De acordo com a PF, as ações do parlamentar incluíam cobranças de pagamentos, reuniões presenciais e o acompanhamento das gravações do filme. Essas evidências reforçam a tese de que o projeto cinematográfico teria sido utilizado como fachada para transações financeiras irregulares entre o parlamentar e o banqueiro.

O caso ganhou contornos mais complexos com a homologação da delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, da Entre Investimentos. O colaborador detalhou repasses milionários destinados a um fundo nos Estados Unidos, reforçando as suspeitas de irregularidades na estrutura de captação da obra. Paralelamente, o STF conduz um segundo inquérito, sob a relatoria do ministro Flávio Dino, que investiga o possível uso de emendas parlamentares pela produtora Go Up Entertainment para financiar a mesma produção cinematográfica.

Em sua defesa, o senador Flávio Bolsonaro classificou as acusações como uma tentativa de desestabilização política. O parlamentar negou qualquer irregularidade, sustentando que o financiamento do filme foi realizado por meio de aportes privados e que o processo seguiu os trâmites legais. Ele solicitou formalmente a retirada do sigilo total dos autos, alegando transparência e disposição para colaborar com as autoridades judiciais na elucidação dos fatos.

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