Ministros do STF e TSE admitem falhas na prorrogação da votação
No Brasil, ministros do STF e do TSE veem erros na prorrogação da votação, esperam contestações e descartam, por ora, anular a eleição.
Pontos principais
- A decisão de Cristiano Zanin estendeu das 17h para as 19h o encerramento da votação em todo o país.
- A petição da campanha do PT entrou no STF às 15h46; levou quase uma hora para ser sorteada a Zanin, e a decisão saiu cerca de meia hora depois, sem explicação da Corte para a demora.
- Sem tempo para comunicar oficialmente as seções, muitos locais de votação fecharam no horário original; o TSE ainda apura em quais.
- Zanin esclareceu que as urnas já fechadas permanecem assim e que as seções ainda abertas devem seguir o novo horário.
- O PL também pediu a prorrogação, mas alegando eventos climáticos.
No Brasil, magistrados do STF e do TSE, ouvidos sob reserva, reconhecem que a extensão do horário de votação causou confusão e abriu margem para questionamentos. A decisão de Zanin valeu para todo o país, mas as seções não foram avisadas a tempo.
Um grupo do STF avalia que o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, foi omisso ao não deliberar com celeridade sobre as denúncias de falta de transporte de eleitores. Dois ministros do STF aliados a Zanin defendem a decisão pela gravidade desses relatos e afirmam que não há base para anular a eleição: a Constituição fixa o primeiro e o segundo turnos no primeiro e no último domingos de outubro, o que torna inviável transferir a votação.
Ministros das duas cortes esperam contestações da campanha que perder, seja ela qual for, mas descartam, por ora, a anulação da eleição.
