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Aliados de Flávio Bolsonaro criticam prorrogação de votação por Zanin

Zanin estendeu a votação até as 19h, gerando críticas de aliados de Flávio Bolsonaro e parlamentares sobre a atuação do STF no pleito.

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Foto: Times Brasil
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25/10 às 19:15, atualizado 20:45

Pontos principais

  • O ministro Cristiano Zanin determinou a prorrogação, por duas horas, até as 19h (horário de Brasília), do recebimento de votos em todo o país.
  • A decisão atende à Reclamação 101.673/BA, que aponta descumprimento da ADPF 1.013/DF por falta de transporte público em municípios baianos.
  • Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, classificou a medida como vergonhosa e intempestiva.
  • O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) acusou o STF de interferência indevida e questionou a necessidade do TSE diante de decisões monocráticas.
  • Aliados políticos sugeriram a possibilidade de fraude no pleito, embora não tenham apresentado evidências que sustentem as alegações.

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação por duas horas, até as 19h (horário de Brasília), do encerramento do recebimento de votos em todas as seções do Brasil. A decisão atende à Reclamação 101.673/BA, proposta pela Coligação Brasil Pronto Pra Mais contra os municípios de Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia, sob a alegação de descumprimento da ADPF 1.013/DF devido à insuficiência de frota no transporte público para eleitores. O despacho, que chegou ao STF às 16h32 deste domingo, atribui força de mandado à medida, cabendo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o seu cumprimento imediato.

A decisão provocou reações imediatas de aliados de Flávio Bolsonaro e parlamentares da oposição. O senador Rogério Marinho classificou a prorrogação como vergonhosa e intempestiva, enquanto o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) acusou o STF de interferência indevida no processo eleitoral. O parlamentar questionou a necessidade da existência do TSE diante de decisões monocráticas que alteram regras durante o pleito e defendeu a urgência de uma reforma no Poder Judiciário para combater a insegurança jurídica. Em meio às críticas, aliados sugeriram a ocorrência de fraude na votação sem, contudo, apresentar provas, e o governador Tarcísio de Freitas também manifestou descontentamento com a extensão do horário e a condução da apuração.

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