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Campanha de Lula pede prisão de gestores de transporte em SP por frota reduzida

A coligação de Lula acionou a Justiça Eleitoral contra dirigentes de transporte em SP, alegando descumprimento da frota mínima obrigatória no segundo turno.

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Foto: Times Brasil
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25/10 às 17:15, atualizado 18:32

Pontos principais

  • A Federação Brasil da Esperança denunciou que 28% da frota de ônibus de São Paulo permaneceu nas garagens.
  • A campanha de Lula solicitou a prisão de Celso Jorge Caldeira e Victor Hugo Borges por descumprimento de ordem judicial.
  • A 1ª Zona Eleitoral havia determinado a operação com frequência de dias úteis, sob pena de multa pessoal ao prefeito Ricardo Nunes.
  • A SPTrans justificou que a notificação com menos de 12 horas de antecedência inviabilizou a readequação imediata das escalas.
  • O presidente Lula anunciou que pedirá a prorrogação do horário de votação em cidades afetadas por falhas no transporte.
  • O Ministério da Justiça registrou problemas semelhantes em outros sete estados, incluindo Bahia, Piauí e Rio de Janeiro.
  • O TSE informou que analisará os pedidos de extensão do horário de votação para garantir o direito ao voto dos eleitores prejudicados.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou um pedido de prisão contra dirigentes do sistema de transporte público de São Paulo neste domingo de segundo turno. A coligação alega que a gestão municipal descumpriu a determinação da Justiça Eleitoral, que exigia a circulação da frota integral, equivalente à de dias úteis, para facilitar o deslocamento dos eleitores. Segundo a denúncia, cerca de 28% dos veículos permaneceram parados nas garagens, o que teria prejudicado o acesso às seções eleitorais em diversas regiões da capital paulista.

Em resposta, a SPTrans afirmou que a notificação judicial foi recebida com menos de 12 horas de antecedência, prazo considerado insuficiente para a readequação das escalas de trabalho e a mobilização operacional necessária. A prefeitura de São Paulo sustentou que o planejamento original seguiu critérios técnicos e que a tarifa zero foi mantida conforme o previsto. A decisão judicial original previa multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento das normas estabelecidas para o pleito.

O cenário de falhas no transporte público não se restringiu a São Paulo, sendo registrado pelo Ministério da Justiça em pelo menos sete estados, incluindo Bahia, Sergipe e Piauí. Diante das dificuldades relatadas, o presidente Lula anunciou que solicitará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a prorrogação do horário de votação para assegurar que os eleitores afetados pela falta de ônibus consigam exercer seu direito democrático. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, confirmou que os pedidos de extensão do horário estão sob análise da Corte.

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