TRE-BA ordena prisão de secretário e frota total de ônibus em Salvador
Após denúncias de redução da frota no segundo turno, o TRE-BA determinou a circulação integral dos ônibus e a prisão do secretário de Mobilidade.
Pontos principais
- O Procon da Bahia identificou centenas de ônibus parados em garagens de Salvador durante o segundo turno.
- O presidente do TRE-BA, Maurício Kertzman Szporer, determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza.
- A Justiça Eleitoral exigiu o restabelecimento de 100% da frota, sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora.
- O secretário Pablo Souza está em missão oficial em Paris e deve se apresentar às autoridades na segunda-feira.
- O prefeito Bruno Reis atribuiu a retenção à retirada de adesivos eleitorais irregulares pelos empresários.
- O Sindicato dos Rodoviários negou envolvimento na retenção e afirmou que a gestão das escalas cabe à prefeitura.
- O governador Jerônimo Rodrigues colocou a Polícia Militar à disposição para operar os coletivos, se necessário.
- Moradores de Salvador organizaram caronas solidárias para auxiliar o deslocamento de eleitores afetados pela falta de transporte.
- A prefeitura de Salvador declarou que a operação foi normalizada e negou qualquer redução planejada da frota.
O segundo turno das eleições em Salvador foi marcado por um impasse no transporte público, após a identificação de centenas de ônibus retidos em garagens da capital baiana. A situação gerou longas filas e superlotação em diversos pontos da cidade, dificultando o deslocamento de eleitores. Diante das denúncias, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) interveio, determinando o restabelecimento imediato da frota integral, com frequência de dia útil e gratuidade aos passageiros.
Como medida coercitiva, o presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, ordenou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. A decisão judicial estabeleceu ainda uma multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento da ordem de circulação. O governador Jerônimo Rodrigues colocou a estrutura da Secretaria da Segurança Pública e policiais militares habilitados à disposição para assumir a condução dos veículos, caso a prefeitura não regularizasse o serviço prontamente.
A Prefeitura de Salvador, por meio do prefeito Bruno Reis, negou qualquer tentativa de boicote ao pleito. Segundo o gestor, a retenção de parte da frota ocorreu devido a uma operação para a retirada de adesivos de propaganda eleitoral considerados irregulares pelas empresas de transporte. O prefeito classificou o decreto de prisão do secretário como desarrazoável, destacando que Pablo Souza encontra-se em missão oficial em Paris e retornará ao Brasil na segunda-feira para prestar esclarecimentos.
O Sindicato dos Rodoviários de Salvador também se manifestou, negando qualquer participação na interrupção do serviço e reforçando que a responsabilidade pela gestão das escalas e plantões é das concessionárias e da administração municipal. Enquanto o impasse jurídico e político se desenrolava, a população buscou alternativas, com moradores organizando grupos de caronas solidárias para garantir que os eleitores conseguissem chegar aos seus locais de votação.
Até o final do dia, a prefeitura informou que a operação havia sido normalizada e que todos os veículos disponíveis foram liberados para circulação. A Justiça Eleitoral segue monitorando a situação e avalia a necessidade de medidas adicionais, incluindo a possibilidade de estender o horário de votação em locais onde o impacto da falta de transporte foi mais severo.
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